Deficiências nos acessos terrestres ao Porto estão entre os problemas a serem resolvidos (Vanessa Rodrigues/AT) A união de dois ramos fundamentais da economia brasileira será debatida no Summit Porto-Indústria. O evento será realizado nesta terça-feira (1°), no auditório do Grupo Tribuna, em Santos, e contará com profissionais importantes do setor. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! O diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, fará a abertura do evento. Para o primeiro painel, com o tema Portos-Indústria e as Lições Globais de Desenvolvimento, a partir das 14h20, o CEO da Bandeirantes Deicmar, Washington Flores, é um dos convidados. Ele afirma que o tema é relevante em qualquer discussão de planejamento macro e microeconômico de um país ou região, ainda mais no que se refere ao Porto de Santos, por ser o maior do País e do Hemisfério Sul. “Parece-me que nosso maior aprendizado é entender que cada país e cada indústria tem sua característica, não há uma única solução que comporte todas as situações colocadas em indústrias ou geografias distintas”, afirma, ao responder sobre quais aprendizados os portos-indústria trazem, tanto do exterior quanto do próprio Brasil. Washington Flores lembra que a Bandeirantes Deicmar concluiu que o melhor para os clientes seria levar o Porto para perto da indústria e não o contrário. Para isso, a empresa pensou em centros de distribuição no entorno da Grande São Paulo. “Todos os clientes estão instalados fora de Santos e encontram cada vez mais dificuldade para lidar com as nossas deficiências de acesso terrestre. Pensando nisso, fizemos o primeiro de três hubs em região próxima das empresas dos clientes. Levamos as cargas para lá em horários de menor densidade de trânsito, dando a cada um deles a oportunidade de buscar seus produtos com muita flexibilidade de horários, a um custo menor e com maior previsibilidade”, explica. Desafio O segundo painel, marcado para 15h30, terá Gargalos Logísticos, Competitividade e a Neoindustrialização como tema. O CEO da Movecta, Rodrigo Casado, lembra que a empresa vive esse desafio diariamente em seus terminais retroportuários de Guarujá, Itajaí (SC) e Suape (PE). “Hoje, o custo logístico já responde por algo perto de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, um patamar bem acima do observado há dez anos, o que mostra que esse não é um debate teórico: é um fator que determina se a indústria brasileira consegue, ou não, competir no mercado internacional”, estima. Discutir o assunto é essencial porque a indústria brasileira não se torna competitiva apenas com investimento em fábricas e tecnologia, observa Casado. “É preciso garantir que insumos, máquinas e produtos circulem com menor custo, mais agilidade e previsibilidade — do desembarque no porto até a linha de produção”, afirma. Falta estabilidade Na visão do CEO da Movecta, gargalos logísticos ele</MC>vam custos e prazos, e o Custo Brasil corrói a competitividade da indústria. “Para que a neoindus-trialização saia do papel, é fundamental ter uma logística moderna, integrada e com regras estáveis — o que passa pela articulação entre indústria, portos, operadores logísticos, transportadoras e poder público”, emenda. O Summit Porto-Indústria terá mediação do consultor para assuntos portuários do Grupo Tribuna, Maxwell Rodrigues. Programação 14 horas - Abertura: Marcos Clemente Santini, diretor-presidente de A Tribuna 14h20 - Painel 1: Portos-Indústria e as Lições Globais de Desenvolvimento Washington Flores, CEO na Bandeirantes Deicmar Rafael Cristelo de Souza, diretor K Line Marcelo Vieira, CCO na Rimac Alexandre Billot, gerente-geral na Portocel Fabíola Rios Carneiro Leão, especialista comercial do Departamento de Comércio dos Estados Unidos no Brasil 15h30 - Painel 2: Gargalos Logísticos, Competitividade e a Neoindustrialização Beto Mendes, diretor de Operações da Autoridade Portuária de Santos (APS) Rodrigo Casado, CEO da Movecta Bruno Stupello, diretor da Santos Brasil Henrique Mendes de Araújo, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Copersucar Marcelo Tiacci Schmitt, gerente-geral da Stolthaven Terminals Brasil