A diretora de Políticas do Conselho Global de Energia Eólica (Gwec), Roberta Cox (Divulgação) O Brasil tem potencial para gerar diversos tipos de energias renováveis, mas alavancar a agenda de descarbonização nos setores portuário e industrial depende, principalmente, de iniciativas do poder público. A afirmação é da diretora de Políticas do Conselho Global de Energia Eólica (Gwec), Roberta Cox, que participou do painel ESG: O Setor Portuário e a Cadeia do Hidrogênio Verde, durante o Summit Antaq, promovido pelo Grupo Tribuna, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), no Hotel Royal Tulip, em Brasília, na tarde desta terça-feira (26). Clique aqui para seguir o canal de Porto no WhatsApp! Roberta Cox considera a criação de uma legislação específica como fator indutor do fomento a portos e indústrias verdes no país. “A descarbonização é urgente, mas você tem países que querem avançar mais lentamente. Há portos que buscam um selo mais verde para atingir mercados, pois têm uma política ESG, mas não são todos. Então, essas iniciativas de descarbonização precisam partir do poder público, com exigências e leis, para acelerar o processo. As metas deveriam ser mais robustas e ambiciosas, mas toda a negociação é difícil”. Roberta observou que “o Brasil é um grande líder na transição energética. Nós já temos uma matriz elétrica muito competitiva, o que precisamos é computar. Isso é conseguir colocar valor nessa nossa competitividade para atrair indústrias que querem se descarbonizar”. “Com essa molécula do hidrogênio verde, a gente consegue descarbonizar nossas indústrias, transportes, fertilizantes e, assim, descarbonizar nossos produtos e ganhar mercado lá fora e aqui no Brasil”, destacou. A especialista apontou ainda que o mercado europeu já está criando barreiras aos produtos, numa política efetiva de baixo carbono. “Se o Brasil tiver aço verde, agro verde, produtos descarbonizados, ganhará um mercado gigantesco e uma vantagem competitiva muito grande com as fontes renováveis”.