Summit Porto-Indústria recebeu público no auditório do Grupo Tribuna e discutiu temas relevantes (Alexsander Ferraz/AT) O consultor para assuntos portuários do Grupo Tribuna, Maxwell Rodrigues, mediador do evento, acredita que os temas tratados no Summit Porto-Indústria conseguiram colocar à mesa tudo o que os setores envolvidos precisam observar para não deixarem passar o bonde dos investimentos. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Rodrigues lembra que o mundo vem passando por inúmeras transformações, que são fruto de um momento geopolítico bastante sensível, o que retrata oportunidades e demandas para o Brasil. Para que elas sejam aproveitadas e o País continue competitivo, é necessário que se resolvam os gargalos estruturais existentes. “Se o Brasil não atentar para essas questões, a gente pode perder uma nova onda de investimentos que vai ocorrer na América Central e também na América Latina”, afirma. “Um evento como esse faz com que estejamos cada vez mais atentos a tudo aquilo que está acontecendo e às oportunidades que virão a ocorrer”, emenda. Demanda Na visão do consultor portuário, que mediou os dois painéis, a equação é muito simples e tem como resultado a redução de custo. “Existe uma alta oferta de investimento, mas a gente precisa saber se todos nós estamos antenados na demanda e de que maneira a gente vai se comportar para que a gente possa não só absorver a demanda, mas naturalmente gerar emprego e oportunidade para o Brasil”, explica. Viagens A Missão Internacional Porto & Mar, promovida anualmente pelo Grupo Tribuna, trouxe exemplos do exterior mais do que significativos. “O Grupo foi muito assertivo nas duas últimas agendas, em que estivemos nos Estados Unidos (2025) e, depois, na China (este ano), onde ficamos bastante impactados com o que vimos. Assim, pudemos comparar tudo o que vem sendo feito nessas duas lideranças mundiais não só na questão portuária e logística, mas também na econômica”. Rodrigues argumentou que a China avança vertiginosamente no setor, porém querendo estabelecer parcerias com o Brasil para que possa fazer investimentos nas áreas de tecnologia, logística e portuária. “O Brasil tem que estar pronto para tudo isso”, adverte. O consultor também lembra de outros casos fora do Brasil em que a união entre porto e indústria funciona muito bem, como nos portos de Roterdã, na Holanda, e de Antuérpia, na Bélgica. “Nesses locais, os portos abrigam clusters (grupos) industriais, químicos e energéticos, enquanto os portos do Brasil focam predominantemente no escoamento de cargas do interior. Isso obrigatoriamente não fomenta a nossa indústria nacional”, alerta. “Se o Brasil não atentar para essas questões, a gente pode perder uma nova onda de investimentos que vai ocorrer na América Central e também na América Latina. Um evento como esse faz com que estejamos cada vez mais atentos a tudo aquilo que está acontecendo e às oportunidades que virão a ocorrer”, diz Maxwell Rodrigues, consultor para assuntos portuários do Grupo Tribuna e mediador (Alexsander Ferraz/AT) Projeto da sociedade Rodrigues acredita que é necessário ter vontade política para resolver os desafios. “Sabemos como fazer isso. Precisamos sair desse movimento político que temos de ciclos eleitorais, de quatro em quatro anos, com promessas vazias, repetitivas e que estão levando não só o porto, mas a indústria nacional, a lugar nenhum”, sentencia. O consultor para assuntos portuários do Grupo Tribuna julga que isso vai além de um projeto permanente de Estado. “É um projeto da sociedade. Quando colocamos como um projeto de Estado, o Estado só funciona quando é provocado pela sociedade”, define. Sempre na agenda O diretor de Negócios do Grupo Tribuna, Demetrio Amono, reforça o apoio à agenda envolvendo porto e indústria, que já vem de algum tempo e é muito importante para o desenvolvimento econômico da região. “Ter a indústria mais próxima do Porto vai facilitar alguns gargalos logísticos que temos até pela falta de infraestrutura existente. É um problema, atualmente, ter uma indústria longe do porto. É um desejo do setor portuário e do Grupo Tribuna que ela se aproxime, mas não é tão simples”, comenta Amono.