[[legacy_image_297381]] O alto índice de verticalização da Baixada Santista tem causado impacto no número de trabalhadores no setor de serviços da região. Isso porque, além dos empregos gerados durante a construção de empreendimentos, o ramo imobiliário é responsável também pela geração de postos de trabalho após a conclusão da obra, com os trabalhadores que prestam serviços em condomínios. Levantamento feito pela Data Center Brasil aponta que dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no último mês de julho, demonstraram que 27.511 trabalhadores com carteira assinada na Baixada Santista estão vinculados aos condomínios. “Este contingente, em termos médios, representa 12,26% do total de 224.327 empregados na área de serviços na região, ou 7,7% do universo geral de empregados fixos (357.414 vagas)”, afirma o diretor da Data Center Brasil, jornalista Rodolfo Amaral. O resultado é maior que o índice nacional, onde esses trabalhadores representam 7,87% do total de empregos em serviços. Bertioga desponta“Na Região Metropolitana da Baixada Santista, o maior percentual de empregados em edificações, em relação aos empregos de serviços, é apurado em Bertioga, com o índice de 27,42%, por força da Riviera de São Lourenço, seguido de Praia Grande (22,14%), Guarujá (18,61%) e Mongaguá (14%). Em Santos, a cidade mais verticalizada do País, a taxa de empregados em edifícios é de 9,49%, uma vez que o universo de empregados no setor de serviços é de 124.179 pessoas”, completa Amaral. FuturoDados do Sindicato dos Empregados em Edifícios de Santos (Sindedif) confirmam os números do Caged. Segundo o presidente da entidade, José Maria Félix, na região, a categoria envolve, hoje, em torno de 20 mil trabalhadores, entre zeladores, porteiros, faxineiros, manobristas e gerentes condominiais. Além de ascensoristas, embora esta função esteja quase sendo extinta, de acordo com Félix. “Esse número leva em conta os empregados nos nove municípios da região metropolitana da Baixada Santista. Apenas em Santos, são em torno de 6 mil trabalhadores”, calcula. Para o sindicalista, o lançamento de novos edifícios é benéfico para a categoria. “A gente vê de duas formas a chegada de novos empreendimentos: primeiro, de maneira otimista, porque isso dá uma arejada no mercado de trabalho, com a possibilidade de mais empregos”, explica Félix. “E, segundo, embora pareça contraditório, com uma certa precaução. Isso porque, alguns edifícios novos têm optado pela chamada portaria virtual, o que tira postos de trabalho”.