[[legacy_image_299032]] As vendas e locações de imóveis usados na Baixada Santista têm apresentado resultados positivos ao longo de 2023. De acordo com pesquisa divulgada esta semana pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), entre janeiro e agosto deste ano, as alienações acumulam variação positiva de 158%, enquanto os contratos de alugueis somam alta de 190%. “2023 tem sido um ano muito bom em todo Brasil e a Baixada Santista tem uma característica muito interessante: por ser a região de praia mais próxima da Capital, atrai um grande número de interessados (em imóveis)”, explica o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. “Vale lembrar ainda que, desde o auge da pandemia, muitas pessoas substituíram suas moradias, mudando-se de São Paulo ou Grande ABC para a Baixada, então é uma região de grande desenvolvimento”, afirma. Segundo ele, a expectativa para os próximos meses é otimista, principalmente para as locações para as festas de fim de ano. “No início de setembro, os prefeitos da Baixada se reuniram com o governador do Estado para discutir investimentos em várias áreas, em especial no Turismo, o que pode alavancar ainda mais o mercado imobiliário da região”, analisa Viana. AgostoApesar do acumulado positivo, o estudo do Creci-SP apurou que houve queda de 5,21% nas vendas e redução de 50,58% no volume de contratos de locação assinados em agosto, na comparação com julho. O levantamento ouviu 31 imobiliárias nas cidades de Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente. “Agosto é tradicionalmente um mês mais fraco por conta do inverno, então costuma ser uma época de poucos negócios”, analisa o presidente do Creci-SP. “Mas temos também que levar em consideração que a taxa de juros ainda está muito elevada e isso impede a realização de negócios, pois as pessoas ficam inviabilizadas de ter acesso a financiamentos imobiliários, porque sua renda não alcança o mínimo exigido pelos bancos”, completa Viana. De acordo com o Conselho, a maioria das casas vendidas no período tinha valores até R\$ 400 mil. Eram imóveis de dois dormitórios, com área útil variando de 50 a 100 m2. O mesmo perfil dos apartamentos, cuja faixa de preço preferida dos compradores ficou também em até R\$ 400 mil, para imóveis de dois dormitórios e área útil de 51 até 100 m2.