Com a proximidade da temporada de verão, expectativa é que a procura por imóveis aumente no litoral (Alexsander Ferraz/Arquivo AT) As vendas e locações de imóveis usados na Baixada Santista têm apresentado resultado positivo ao longo de 2024. De acordo com pesquisa divulgada esta semana pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), entre janeiro e julho deste ano, as vendas acumulam variação positiva de 54,7%, enquanto os contratos de aluguéis somam alta de 36%. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “As expectativas para a temporada de verão são ótimas”, afirma o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. “Para o setor de locação de imóveis, principalmente, estamos aguardando um grande movimento, pois a temperatura tem estado alta e o movimento nas cidades litorâneas vem aumentando, mesmo nesses dias mais frios. Então, com esse público de veraneio, tanto na área de compra e venda como de locação, nós teremos um bom momento nos períodos que antecedem as férias”. Julho Apesar do acumulado positivo, o estudo do Creci-SP apurou que houve queda de 44% nas vendas e redução de 15,5% no volume de contratos de locação assinados em julho, na comparação com junho. Foram consultadas 132 imobiliárias das cidades de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente. </CW><CW-28>“O grande problema do mercado imobiliário atualmente é a taxa de juros muito alta, com isso os negócios não acontecem. Apesar de ser uma boa época do ano (para o mercado imobiliário) no Litoral, este ano foi o contrário”, avalia Viana. De acordo com o Conselho, 64% das vendas na Baixada Santista foram de apartamentos. Na locação, os apartamentos representaram 54% dos imóveis alugados em julho. A média de valores das casas e apartamentos vendidos no período ficou entre R\$ 300 e R\$ 400 mil. A maioria das casas e apartamentos era de dois dormitórios, com área útil de 50 m2 até 100 m2. Além disso, segundo o Creci-SP, 41,8% das propriedades vendidas em julho estavam situadas na periferia, 34,8% nas regiões centrais e 23,4% nas áreas nobres. Modalidades de venda Com relação às modalidades de venda, a pesquisa do Creci-SP apontou que, no último mês de julho, 30,5% dos imóveis foram financiadas pela Caixa Econômica Federal, 15,8% por outros bancos, 24,2% diretamente pelos proprietários, 22,1% dos negócios foram fechados à vista e, por consórcios, 7,4% no período. (Reprodução)