[[legacy_image_297503]] Antonio José dos Santos, de 63 anos, trabalha como porteiro de edifícios residenciais há 38 anos. Morador de Guarujá, ele atravessa a balsa todos os dias para trabalhar em um prédio na Ponta da Praia, em Santos. “Tudo o que eu tenho eu devo ao trabalho em condomínio. Já trabalhei em todos os turnos, dias e horários, para mim não faz diferença. Só vou parar quando realmente não puder mais”, conta o porteiro, que além de atender condôminos e visitantes, hoje em dia também recebe e cuida das encomendas de moradores. “Antigamente o serviço de portaria era mais requisitado, hoje em dia nem tanto. Muitos estão sendo dispensados e trocados por porteiros eletrônicos, isso dá um receio. Tenho muitos colegas que já perderam o emprego por conta disso. A função de zelador hoje, por exemplo, quase não existe mais”, lamenta o funcionário. Ele afirma que, após tantos anos, o maior desafio hoje diz respeito à segurança. “Apesar das câmeras e sistemas de vigilância ajudarem muito, precisamos estar muito atentos para evitar assaltos e a entrada de pessoas estranhas no prédio”.