Execução das obras tem exigido atenção e cuidado quanto ao uso e descarte de materiais (Life of pix/Pexels) A destinação dos resíduos gerados durante a execução das obras também é uma das preocupações voltadas à sustentabilidade. Por isso, cada vez mais as empresas do setor têm investido em inovação para minimizar os impactos ao meio ambiente. “Temos usado tecnologia para controle e execução de obra, que nos ajuda a reduzir a geração de entulho, o que também é uma medida de sustentabilidade. Atualmente, há técnicas e equipamentos que nos fazem reduzir a quantidade de entulho pela metade, em relação ao que era (produzido) dez anos atrás. A separação do entulho também recebe todo cuidado”, explica Roberto Luiz Barroso Filho, sócio-proprietário da Construtora Engeplus. “Há também todo um cuidado, por exemplo, com o descarte da lama bentonítica (utilizada nas construções para dar mais sustentação ao solo em escavações). Nas obras, para que essa lama não contamine o solo, fazemos piscinas com lonas impermeáveis e descartamos essa lama em locais certificados, então o impacto é o menor possível”, destaca Barroso. Diretor da Construtora Macuco, o engenheiro Mateus Teixeira compartilha da mesma preocupação. “Nós não utilizados materiais que possam gerar contaminação do solo em nenhum momento da obra. Por exemplo, toda tinta que utilizamos é à base de água, não utilizamos tinta à base de solvente. Todas as embalagens de materiais que recebemos ou são biodegradáveis ou recicláveis e todo o entulho gerado na obra pode ser reutilizado como aterro, pois são materiais inertes que não contaminam o solo”, conta o empresário. Já o engenheiro da Miramar Construtora, Gustavo Barrio, lembra que as obras seguem o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil (PGRSCC), que orienta as empresas do setor quanto ao descarte correto dos resíduos. “Além disso, temos (na cidade de Santos) o Decreto do Edifício Verde Inteligente, que é uma legislação que foi implementada para promover a construção de edifícios sustentáveis e inteligentes. Esse decreto faz parte dos esforços da cidade para melhorar a eficiência energética e ambiental dos novos empreendimentos imobiliários, promovendo práticas de construção que minimizam impactos negativos sobre o meio ambiente e aumentam a qualidade de vida urbana”, completa Barrio. PRÁTICAS GERAIS DE GESTÃO DE RESÍDUOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Classificação e separação: resíduos devem ser classificados e separados em categorias, como materiais recicláveis, não recicláveis e perigosos. Reutilização e reciclagem: promover a reutilização de materiais no próprio canteiro de obras e a reciclagem de resíduos para uso em novos produtos. Armazenamento adequado: garantir que os resíduos sejam armazenados de forma segura e em conformidade com as regulamentações para evitar contaminação. Destino final: os resíduos devem ser encaminhados para destinos finais adequados, como aterros sanitários ou instalações<QA0> de reciclagem autorizadas.