[[legacy_image_297495]] Cada vez mais presente no dia a dia de todos, o uso da tecnologia nos edifícios tem sido uma preocupação constante no contexto dos empregos em edificações. “Por força da elevação de custos condominiais, muitos edifícios estão optando pela contratação de serviços de vigilância eletrônica e a Região Metropolitana da Baixada Santista deve se preocupar com os reflexos desta tendência no mercado de trabalho”, alerta o jornalista Rodolfo Amaral, diretor da Data Center Brasil. Segundo ele, dados relacionados à Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) indicam que 32,28% dos empregados em edificações possuem 50 anos ou mais. O índice regional é superior ao apurado no âmbito do Estado de São Paulo (28,86%) e também em nível nacional (31,82%), fato que ameaça com mais intensidade os trabalhadores da região. “Muitas pessoas de faixa etária avançada buscam neste tipo de serviço uma forma de elevação da renda pós-aposentadoria e não existem muitas opções de empregos para garantir renda aos idosos de baixo poder aquisitivo”, afirma Amaral. Mais que segurança“(O uso da portaria eletrônica) se configura um erro gravíssimo, já que o empregado em edifício atende a requisitos não apenas de segurança, mas de auxílio nas diversas demandas dos condomínios. Vale perguntar: e quando alguém fica preso no elevador? E na hora de acionar as comportas em caso de chuva e alagamento nas garagens subterrâneas? E no recebimento de encomendas, contas ou refeições pelos moradores? Na nossa opinião, a tecnologia é bem-vinda, porém há setores onde a presença humana é fundamental”, defende o presidente do Sindedif, José Maria Félix. Para destacar os diferenciais dos profissionais em edifícios, o sindicato santista tem promovido cursos como de “Excelência em Portaria e Condomínios”, Segurança e primeiros socorros, com profissionais do setor, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, “Recursos Humanos e práticas administrativas e Informática Básica e Pacote Office, para correta utilização de equipamentos com tecnologia (câmeras, portarias, elevadores etc) em parceria com o Senac. A procura tem sido boa, sinal de que o empregado em edifício busca o aperfeiçoamento”, conclui Félix.