[[legacy_image_290058]] Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados no último mês de maio apontaram que a construção civil tem formalizados atualmente 20,9 mil trabalhadores na Baixada Santista. Os dados foram apresentados pelo diretor da Data Center Brasil, jornalista Rodolfo Amaral. Segundo o Caged, Santos é a cidade com maior número de empregos com carteira assinada no setor em maio, com 7.666 trabalhadores registrados. Em seguida aparecem Praia Grande, com 5.450 empregos, e Cubatão, com 2.300. Além disso, o levantamento aponta que 27,4 mil pessoas trabalham hoje em edifícios na região. Santos, um dos municípios mais verticalizados do Brasil, é o que mais emprega, com 11.697 trabalhadores nos prédios da cidade. Guarujá vem em seguida, com 5. 312 colaboradores e, em terceiro, Bertioga, cujos condomínios, como a Riviera de São Lourenço, empregam atualmente 2.194 pessoas. “No entanto, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o relatório de informações socioeconômicas elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego brasileiro, em 2021, o número de trabalhadores em edifícios somava 28,4 mil”, apontou Amaral. Como exemplo, ele cita os porteiros de edifícios que vêm sendo substituídos por porteiros eletrônicos. “Nos próximos cinco anos, quase 50 mil empregos serão substituídos pela tecnologia e precisamos estar preparados para isso”, alertou o consultor durante o painel Construção civil na Baixada Santista: geração de emprego, renda e receitas. Impacto da tecnologiaO assunto foi tema também do painel O futuro do emprego e os impactos da tecnologia, apresentado pelo professor da Fundação Dom Cabral Carlos Arruda. Ele analisou os dados divulgados no Future of Jobs Report, relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial que está em sua quarta edição. A pesquisa sobre o Futuro dos Empregos ouviu perspectiva de 803 empresas – que empregam coletivamente mais de 11,3 milhões de trabalhadores – em 27 setores e 45 economias de todas as regiões do mundo. De acordo com o professor, no Brasil, nos próximos cinco anos, estima-se 3 milhões de empregos sendo criados e 15 milhões de postos de trabalho sendo encerrados. “A maior parte deles é de atividades analógicas, não tecnológicas, colocando no mercado pessoas que não estão qualificadas para ocupar postos de trabalho que têm base mais tecnológica. Teremos uma redução na qualificação de mão de obra”, analisou Arruda. Segundo o especialista, o relatório afirma também que seis em cada 10 trabalhadores precisarão de treinamento antes de 2027, mas apenas metade terá acesso a oportunidades de treinamento adequadas.