Farinello, Police Neto e Teixeira apontaram caminhos para a região central, durante Summit da Construção (Alexsander Ferraz/ AT) A Prefeitura de Santos tem definido um objetivo para o Centro da Cidade. A ideia é tornar os bairros desta área novamente habitados. Para que isso aconteça, o poder público estuda meios e cogita receber novas contrapartidas de empresas que queiram investir na área, a fim de construir residências e urbanizar os locais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um empreendimento que pode ajudar neste sentido é o Terminal de Contêineres (Tecon) Santos 10, um dos maiores da América Latina e que está para ser leiloado. Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Santos, Glaucus Farinello, a gestão do prefeito Rogério Santos (Republicanos) pensa em pedir compensações à organização que arrematar o espaço. “Com certeza, este será um empreendimento milionário. É oportuno que a gente discuta compensações com um olhar da habitação”, citou Farinello no painel “Reocupação da área central: quando, como e por quem?”, que foi realizado durante o 12º Summit da Construção Civil, evento organizado pelo Grupo Tribuna. O intuito é seguir o modelo adotado com o Parque Valongo, área que foi reformada e se tornou um espaço de eventos e lazer graças a parcerias realizadas por meio de Termos de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras ou Compensatórias (Trimmcs). Com isso, aquele espaço, antes degradado, foi ressignificado sem que a Prefeitura precisasse tirar um centavo próprio do caixa. Ações como esta já estão transformando o bairro, que começa a ter interessados em construir edifícios residenciais. “No Valongo, serão mais de mil apartamentos que vão ser construídos ali. Na hora que a gente tiver esse fluxo de pessoas no dia a dia, o bairro muda. Vêm padaria, comércio, segurança pública. Este é um processo que começou muito bem no Valongo”, disse ele. Paquetá Farinello completou que outro lugar tem potencial para viver a mesma transformação: o Paquetá. Por isso, segundo o secretário, o poder público vai agir, para que aquele lugar passe a ser explorado. “É oportuno que a gente consiga ajustar, colocar no rumo o que falta, para que o empreendedor foque mais lá”. O secretário de Governo de Santos, Fábio Ferraz, espera que, realmente, a iniciativa privada invista no Paquetá. “Há que se ter um olhar para que haja pessoas habitando ali”. Ferraz quer investimento no local (Alexsander Ferraz/AT) Empresas têm receio, diz Matheus Teixeira O presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Matheus Teixeira, não vê o Centro como uma região interessante para a construção civil. Ele afirmou que há receio de se investir em moradias no local, pois existe incerteza a respeito da disposição do público de comprar unidades nessa área. De acordo com o dirigente, nem mesmo isenções ou outros benefícios são suficientes para superar tais preocupações. “Eu acho que a pessoa que vier aqui, neste momento, está arriscando muito”. Teixeira também deixou claro que é preciso melhorar o ambiente. “A área central peca muito em iluminação pública. Pega a Rua João Pessoa e a ilumina. Assim, você tira 90% do pessoal que não tem o que fazer e que fica passando à noite na via. Você começa a criar mais segurança”. Por sua vez, o subsecretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, José Police Neto, declarou que o poder público precisa dialogar com a sociedade para entender quais incrementos serão necessários, a fim de que a região se torne atrativa. “O Município tem de dialogar com a sua população, para ela contar o que gostaria de ter ali. O tipo de restaurante, o tipo de negócio, isso é muito importante”, destacou Police Neto.