Com o objetivo de enfrentar a escassez de mão de obra qualificada e estabelecer uma trajetória de crescimento profissional para trabalhadores da construção civil, entidades do setor da construção civil se uniram para desenvolver o Programa Trilhas Profissionais da Construção. Lançada no último dia 2 pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), a iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado (Feticom-SP) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Paulo (Sintracon-SP). Segundo o Sinduscon-SP, o programa vai padronizar carreiras e criar um caminho claro de crescimento para o trabalhador, com sete etapas de evolução, independentemente da empresa em que atua. De acordo com a entidade, atualmente, profissionais que exercem funções semelhantes podem ter cargos, salários e critérios de promoção diferentes. O objetivo é justamente organizar a carreira em sete linhas de atuação e sete níveis de evolução profissional. “Estamos criando uma perspectiva real de evolução para os trabalhadores dentro das empresas. Pela primeira vez, introduzimos mudanças estruturais na carreira dos profissionais que pretendem ingressar ou já trabalham na construção civil. O programa permitirá valorizar, qualificar e reter esses profissionais”, afirma o presidente do Sinduscon-SP, Yorki Estefan, em discurso de lançamento do programa. Conforme o Sinduscon-SP, a construção oferece salário médio de entrada de cerca de R\$ 2,4 mil, e um mestre de obras pode chegar a ganhar entre R\$ 15 mil e R\$ 20 mil, na Capital. A entidade diz que o programa vai tornar essa trajetória mais clara e atrativa, o que inclui a realização de cursos de qualificação oferecido pelas empresas nos próprios canteiros de obras, dentro da jornada de trabalho. Além disso, o Trilhas Profissionais também propõe atualizar nomes tradicionais das profissões, substituindo, por exemplo, servente e pedreiro por denominações ligadas às competências, como assistente e oficial de produção, respectivamente. “O próximo passo natural é levar esse programa para o Interior. Muitas das empresas associadas atuam em diferentes regiões do estado, e as dores enfrentadas pelas empresas do Interior são muito semelhantes às que vemos na Capital, especialmente em relação à falta de mão de obra e à necessidade de atrair jovens para a construção civil”, afirma o vice-presidente de Interior do Sinduscon-SP, Victor Bassan, que iniciará a divulgação do projeto nas unidades regionais da entidade pelo estado. O evento de apresentação na Baixada Santista será realizado em 16 de outubro no Senai de Cubatão. “Esse roadshow é fundamental. Precisamos apresentar o Trilhas Profissionais de maneira presencial, aproximando o programa das empresas e incentivando o engajamento de todo o setor. É importante que as empresas do Interior participem dessa mudança, porque somente com todos unidos conseguiremos levar esse programa adiante e transformar a construção civil”, finaliza Bassan.