Com o preço dos apartamentos novos na Baixada Santista entre os mais altos do Estado de São Paulo, empresários afirmam que, para entender o que está por trás desse valor, é preciso olhar além da valorização dos imóveis. Localização, padrão construtivo, tamanho das unidades, custo dos terrenos e dos materiais e até o perfil dos empreendimentos lançados ajudam a explicar a formação dos preços na região. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “O preço do metro quadrado está diretamente relacionado ao padrão do imóvel, à localização, à metragem e aos atributos oferecidos, como áreas de lazer, serviços e itens de conveniência. Em mercados com terrenos mais valorizados (como é o caso de Santos), o desenvolvimento dos projetos também precisa considerar a melhor utilização do espaço disponível, o que pode resultar em diferentes combinações de metragem, tipologia e padrão construtivo para atender aos diversos perfis de demanda”, afirma o diretor regional do Secovi-SP, Carlos Meschini. Segundo o executivo, a Baixada Santista possui empreendimentos destinados a diferentes padrões e faixas de renda. “O preço final do imóvel é resultado de uma série de fatores, entre eles o custo do terreno, do projeto, das fundações, da mão de obra, dos insumos (materiais) e das demais etapas da construção”. Por isso, segundo ele, é importante analisar a evolução dos preços considerando tanto a valorização dos imóveis quanto a própria evolução dos custos de produção e as características dos produtos lançados no período. Construtores “O preço médio (dos imóveis) varia muito entre as cidades da Baixada Santista devido aos diferentes perfis de cada uma. Santos concentra empreendimentos de valor médio mais alto, e cidades como São Vicente ou Praia Grande de valor médio menor, devido à maior extensão territorial que proporciona a construção de empreendimentos com faixas de preço menores, entre outros fatores”, concorda o arquiteto Carlos Passos, sócio-administrador da Xavel Empreendimentos Imobiliários. De acordo com o empresário, para áreas consideradas nobres em Santos, próximas à praia, o terreno pode representar até 15% no custo do empreendimento. O restante, segundo Passos, é dividido entre mão de obra e materiais, variando conforme o tamanho e o tipo do empreendimento. Sócio-administrador da Alliança Construtora e Engenharia, Norberto Faria também concorda com os fatores que têm elevado os custos das obras e, consequentemente, dos imóveis. “O reflexo do preço dos apartamentos novos atualmente é consequência dos custos elevados, tanto de materiais como de mão de obra, e também dos terrenos que explodiram de preço ultimamente. Hoje, dependendo do tipo de construção e da localização, realmente podemos ter uma diferença de custo de até 30% a mais na obra, podemos ter equipamentos e acabamentos diferenciados que elevam os custos, bem como a localização”, destaca Faria. O empresário da Aliança também destaca a escassez de terrenos em Santos. “Outras cidades têm preços de terrenos mais acessíveis, pois há mais oferta. Aqui em Santos estamos esgotando esse tipo de terreno, um reflexo disso é a derrubada de pequenos prédios antigos para dar lugar a novas torres”, destaca.