Nádia Forti: materiais adequados e Cláudia Pezutto: arranjo das edificações (Vanessa Rodrigues/AT) Planejamento de Cidades Resilientes foi o tema do painel do Summit da Construção Civil que reuniu pesquisadoras da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas. Em meio à ideia de sustentabilidade, as professoras Cláudia Cotrim Pezutto e Nádia Cazarim da Silva Forti falaram sobre a importância da tomada de decisões nas obras de intervenções urbanas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “(Para construir cidades resilientes) Podemos pensar no arranjo das edificações, como altura, recuo, permeabilidade, utilização de materiais frios para ajudar na absorção e aumentar a reflexão solar e no incremento de vegetação urbana para melhoria de qualidade vida”, ensinou a arquiteta Cláudia Pezutto. Ela falou, por exemplo, sobre a importância de escolher cores diferentes para as telhas, a fim de ajudar no controle da temperatura interna dos imóveis. Também docente do Programa de Pós-Graduação em Sistemas de Infraestrutura Urbana da PUC-Campinas, a professora Nádia Cazarim da Silva Forti explica que os laboratórios das universidades ajudam nos testes de qualidades dos materiais e ter essas informações é fundamental para construir de forma sustentável e duradoura. “Quando eu penso numa ponte, que na verdade é uma obra de arte no meio da cidade, (eu posso avaliar como) uma mudança de material pode contribuir para a durabilidade dela. Assim não seriam necessárias tantas manutenções ao longo da sua vida útil”, conclui Nádia Forti. O que é A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) define resiliência urbana como a capacidade de um sistema urbano de absorver, recuperar e se preparar para choques futuros. É a habilidade que as cidades têm de adaptar ou transformar rapidamente suas funções diante de um distúrbio que limite suas possibilidades. Dez passos para tornar as cidades mais resilientes 1. Organizar-se para a resiliência a desastres: criar uma estrutura organizacional e um plano de ação para preparar a cidade para eventos adversos. 2. Identificar, compreender e usar cenários de risco atuais e futuros: avaliar os riscos a que a cidade está exposta e desenvolver estratégias para mitigá-los. 3. Fortalecer a capacidade financeira para resiliência: investir em infraestrutura e recursos para que a cidade possa responder a desastres. 4. Buscar um desenvolvimento urbano resiliente: construir cidades que sejam mais resistentes a eventos adversos. 5. Proteger recursos naturais para aprimorar as funções de proteção dos ecossistemas: preservar áreas verdes e outros recursos naturais que ajudam a proteger a cidade de desastres. 6. Fortalecer a capacidade institucional para resiliência: garantir que as instituições públicas e privadas estejam preparadas para responder a desastres. 7. Compreender e fortalecer a capacidade social para resiliência: envolver a população e a sociedade civil no planejamento e implementação de ações de resiliência. 8. Aumentar a resiliência da infraestrutura: investir em infraestrutura que seja mais resistente a eventos adversos. 9. Garantir uma resposta eficaz a desastres: ter um plano de ação e recursos para responder rapidamente a desastres. 10. Acelerar a recuperação e reconstruir melhor: investir em medidas para reconstruir a cidade de forma mais resiliente após um desastre. Fonte: (Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres)