Bairros com acesso a transporte, comércio, serviços, educação, água e energia estão no radar (Alexsander Ferraz/AT) A expansão da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) pode abrir espaço para novos empreendimentos em Santos, especialmente em áreas que já contam com infraestrutura consolidada e têm potencial para renovação urbana. A avaliação é de construtores da região. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Mateus Teixeira, bairros com acesso a transporte, comércio, serviços, educação, água e energia estão no radar como locais para projetos voltados ao público de renda intermediária. “O lançamento da Faixa 4 amplia o leque de oportunidades para o incorporador, já que permite o financiamento de imóveis de até R\$ 600 mil para famílias com renda mensal de até R\$ 13 mil. Pelas características do solo e dos custos construtivos em Santos, essa faixa apresenta atratividade para o desenvolvimento de novos produtos”, diz Teixeira. Ele lembra que a adequação do produto é estudada desde a etapa de desenvolvimento do projeto, considerando o perfil do público, a localização, os custos de produção e a capacidade de compra das famílias. “Santos possui áreas e bairros dotados de infraestrutura consolidada de água, energia, educação, comércio, serviços e mobilidade. Esses locais apresentam potencial para processos de renovação urbana e para receber novos empreendimentos, inclusive produtos destinados à Faixa 4”, afirma ele. “Ao mesmo tempo, as características do solo, a disponibilidade e o custo dos terrenos são fatores que precisam ser considerados na equação de cada empreendimento”, diz. Conforme ele, o grande desafio é projetar hoje um empreendimento que será entregue e habitado entre três e cinco anos. “Nesse intervalo, não temos como prever todas as mudanças econômicas, financeiras e de comportamento que poderão ocorrer. Por isso, o planejamento precisa trabalhar com diferentes cenários e buscar produtos que tenham aderência às necessidades futuras do mercado”. Demanda Para o sócio-proprietário da Engeplus Construtora e Incorporadora, Roberto Luiz Barroso Filho, existe em Santos uma alta demanda para a Faixa 4. Ele está com dois empreendimentos em Santos, com unidades para faixas 3 e 4 do MCMV no Macuco. Segundo Barroso, o alcance do MCMV também tem sido avaliado na fase de projeto de um novo residencial. “Quando fazemos o projeto, a gente adequa a metragem aos limites-teto de cada faixa do MCMV. Na Zona Intermediária de Santos, conseguimos trabalhar com as Faixas 3 e 4”. Um dos empreendimentos é o Palazzo Di Napoli, com mais de 80% das unidades vendidas, segundo Barroso. “Agora estamos fazendo o pré-lançamento de um outro empreendimento e já temos 25% das unidades reservadas no primeiro mês. A Faixa 4 tem sido muito bem aceita pelo mercado”. “Isso comprova a carência deste tipo de imóvel. São pessoas que querem apartamentos mais confortáveis, às vezes conseguem comprar de três dormitórios com 60 m² ou dois bem confortáveis. Então tem uma parcela grande que estava reprimida, pois não tinha essa possibilidade de financiar com juros menores pelo Minha Casa, Minha Vida”.