(Adobe Stock) A assinatura de um contrato de financiamento imobiliário é considerado um momento muito importante na vida de quem sonha com a casa própria. Entretanto, além dos custos já conhecidos para aquisição do bem, como o valor de entrada e as parcelas do empréstimo, é importante que o comprador inclua, em seu planejamento financeiro, os custos extras associados à compra de um imóvel, como taxas de cartório, impostos e seguros. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Além das prestações, o comprador deve se atentar aos outros custos operacionais do financiamento, como seguros embutidos, índice de atualização do saldo devedor ou possíveis produtos bancários que o banco pode ofertar em troca de desconto nas taxas de juros. Esses custos influenciam diretamente no valor das parcelas”, alerta Gabriella Lopes Piloni, que atua como correspondente bancária em Praia Grande. Ela explica que, quando se trata de aquisição de imóvel por meio de financiamento bancário, além desses custos mencionados, é devida também a taxa de emissão de contrato à instituição financeira credora. “Nessa taxa, estão incorporados os custos de vistoria técnica de engenharia do imóvel, taxa de abertura de crédito, emissão de contrato, entre outros custos operacionais que podem variar de banco para banco”, afirma Gabriella. Além disso, é importante lembrar que o contrato de financiamento precisa ser levado ao Cartório de Registro onde o imóvel está matriculado, a fim de registrar a venda. “Ao comprar um imóvel, obrigatoriamente, devem ser recolhidos o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e os custos cartorários para que o bem seja registrado em seu nome”, explica a especialista. “Na maioria dos casos, os compradores não sabem que precisam ter uma reserva financeira para pagar essa documentação”, completa ela. Caixa Em 2020, a Caixa Econômica anunciou a inclusão dos custos de cartório e do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) no financiamento da casa própria. Essas despesas chegam a representar 5% do valor do imóvel, a depender da região. A adesão está disponível nos novos contratos de financiamento imobiliário para residências avaliadas em até R\$ 1,5 milhão. A medida se aplica às operações com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e também da poupança (SBPE).