[[legacy_image_291938]] Outro fato relevante para o mercado imobiliário foi o início dos financiamentos feitos pela Caixa Econômica Federal de acordo com as novas regras do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). A partir de agora, famílias com renda de até R\$ 2 mil podem financiar com taxa de juros nominais a partir de 4% a.a pela Faixa 1 do Programa. Além disso, famílias da Faixa 3, com renda de R\$ 4.400,01 até R\$ 8.000,00, podem financiar imóveis de até R\$ 350 mil. Antes o valor máximo era R\$ 264 mil. De acordo com a Associação dos Empresários da Construção da Baixada Santista (Assecob), as mudanças devem estimular a construção nas cidades vizinhas a Santos. “Todo avanço é sempre bem-vindo. Com certeza mais empresários devem estar planejando obras com esse foco”, afirma o presidente da Assecob, Mateus Teixeira. “Santos tem um pouco mais de dificuldade para erguer empreendimentos enquadrados no MCMV por conta de dois fatores: valor dos terrenos e custo das fundações. Há uma expectativa de expansão e renovação imobiliária focada no Centro e bairros como Vila Nova e Paquetá que, com o incentivo do município, talvez apresentem bons frutos no futuro próximo. (Atualmente) Praia Grande e São Vicente têm um pouco mais de facilidade e área para receber imóveis focados no MCMV”, avalia Teixeira. A opinião é a mesma do diretor regional do Secovi-SP, Carlos Meschini. “Vai existir um impacto na região. Existe pouca oferta e muita demanda nesse produto. Santos vai sofrer um pouco, pois não tem área para fazer MCMV, mas Guarujá já tem alguns lançamentos, Praia Grande e São Vicente também. O MCMV vem com força para os próximos anos”.