Maceíó (AL): MCMV fez 58% dos lançamentos da construção no País (Ricardo Stuckert/ PR) Com números de lançamentos e vendas positivos em todo o País, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) tem mantido forte participação no mercado imobiliário brasileiro. No segundo trimestre, o MCMV respondeu por 58% dos lançamentos e 50% das vendas de imóveis novos, de acordo com pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizada pela Brain Inteligência Estratégica em 221 cidades. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dados do Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis (Secovi-SP), no entanto, mostram que o programa ainda enfrenta desafios na Baixada Santista. Na região, os imóveis verticais classificados como econômicos representam apenas 6,1% da oferta em estoque. “Existe demanda para o Minha Casa, Minha Vida na Baixada Santista, mas ainda há desafios importantes para ampliar a oferta, principalmente em Santos: o elevado custo dos terrenos e das fundações, que impacta diretamente na viabilidade econômica dos empreendimentos”, diz o diretor regional do Secovi-SP, Carlos Meschini. Segundo dados divulgados durante o 13º Summit da Construção Civil, as vendas realizadas por meio do programa registraram alta de 3% nos últimos 12 meses na região (considerando Santos, Bertioga, Guarujá, Praia Grande e São Vicente). No Brasil, esse índice foi de 16% em igual período. Segundo o presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Mateus Teixeira, bairros com maior disponibilidade de terrenos e áreas com potencial de transformação urbana apresentam melhores condições para o desenvolvimento de projetos voltados ao programa. Mas o avanço da oferta dependerá, principalmente, da criação de condições que permitam viabilizar economicamente esses empreendimentos. “Há mercado, mas temos desafios importantes para viabilizar empreendimentos enquadrados no Minha Casa, Minha Vida, especialmente em Santos. Entre eles estão o custo dos terrenos e as características do solo, que podem elevar significativamente os custos. Por outro lado, em bairros menos adensados e com potencial de renovação urbana, começam a surgir empreendimentos voltados para esse segmento”. Para Teixeira, é preciso considerar o papel estratégico da construção para a economia e questões sociais. “É um setor que gera empregos, movimenta uma extensa cadeia produtiva, contribui para a arrecadação de impostos e é responsável pela construção de novas moradias. A construção civil não pode parar, porque, quando o setor avança, toda a economia se movimenta junto”.