Empreendimento do Minha Casa, Minha Vida em Viamão (RS): programa avança com taxas inferiores à Selic (Ricardo Stuckert/Agência Brasil) O Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue consolidando seu papel como principal motor do mercado imobiliário nacional. Números apresentados na última quarta-feira pelos sindicatos das Empresas de Compra e Venda de Imóveis (Secovi-SP) e da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) revelam que a linha popular ampliou sua participação nos lançamentos e nas vendas do primeiro semestre, sustentando o desempenho do setor. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O encontro marcou o início de uma parceria entre as duas entidades para a divulgação conjunta dos indicadores imobiliários de 42 municípios do Interior paulista e da Baixada Santista, reunindo informações dos mercados de apartamentos e casas. Segundo o diretor de Economia do Secovi-SP, Celso Petrucci, o avanço do Minha Casa, Minha Vida é hoje um dos fenômenos mais relevantes do setor da construção em nível nacional. Nos últimos 12 meses, as 221 cidades monitoradas por levantamento feito pela Brain Inteligência Estratégica registraram 477,4 mil unidades lançadas, sendo que 51% pertencem ao programa. Em 2023, essa participação era de apenas 34%. Nas vendas, o movimento é semelhante. Das 447,3 mil unidades comercializadas no período analisado, quase metade (48%) foi enquadrada no Minha Casa, Minha Vida, demonstrando o fortalecimento do segmento diante das dificuldades enfrentadas pelo mercado de médio e alto padrão. No encontro, o vice-presidente do Interior do Secovi-SP, Frederico Marcondes Cesar, destacou o valor estratégico da pesquisa para o setor. “Mais do que uma fotografia do momento, a pesquisa permite identificar tendências de preços, tíquete médio (preço médio da venda), velocidade de vendas e regiões de maior crescimento. É uma ferramenta extremamente valiosa para que os empresários possam posicionar seus produtos e tomar decisões mais assertivas”, analisou Marcondes. () Interior Os dados apresentados durante a videoconferência mostram que o mercado de apartamentos dos 42 municípios pesquisados continua demonstrando capacidade de absorção da oferta. Pelo Litoral, o levantamento considerou empresas imobiliárias de Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá e Bertioga. No primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado houve redução de 12% nos lançamentos e de apenas 3% nas vendas em comparação ao mesmo período do ano anterior, sinalizando que o interesse dos compradores permanece no Estado de São Paulo. Outro destaque foi a estabilidade do Valor Geral de Vendas (VGV), mesmo com menor volume de unidades comercializadas. O valor médio de venda dos imóveis verticais no Interior Paulista alcançou R\$ 637 mil, enquanto as unidades do Minha Casa, Minha Vida registraram a média de R\$ 289 mil. Segundo Petrucci, parte da redução dos lançamentos pode estar relacionada a uma postura mais cautelosa dos incorporadores diante das incertezas econômicas e do processo eleitoral.