Construtoras da Baixada Santista pretendem lançar imóveis para públicos diferentes (Alexsander Ferraz/ AT) O mercado imobiliário da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, prevê a continuidade dos investimentos no próximo ano, mas o ritmo dos lançamentos e o perfil dos empreendimentos dependerão dos juros, custos de produção, disponibilidade de terrenos e o poder de compra dos consumidores, segundo os construtores. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “A demanda por moradia permanece como um fator estrutural do mercado imobiliário”, avalia o diretor regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Lucas Teixeira. “Mesmo diante das dificuldades, construtores e incorporadores demonstram resiliência e mantêm sua disposição para investir. O imóvel continua sendo um ativo relevante para a formação de patrimônio e, historicamente, tem apresentado potencial de valorização no longo prazo”, afirma ele. A aposta do setor é de que as condições econômicas permitam a continuidade dos investimentos e a manutenção da atividade imobiliária. “Também precisamos acompanhar os possíveis impactos da reforma tributária sobre a atividade da construção civil e os efeitos de fatores geopolíticos sobre custos dos insumos. A previsibilidade econômica e regulatória é fundamental para que as empresas possam planejar investimentos e tomar decisões com maior segurança”. De compactos a espaçosos Ainda de acordo com Teixeira, as tipologias dos imóveis devem se manter diversificadas em 2027. “O mercado imobiliário atende a públicos com diferentes necessidades, perfis de renda e objetivos de aquisição. Por isso, entendemos que a oferta deve continuar diversificada, contemplando desde unidades compactas até empreendimentos de médio e alto padrão”. De acordo com o construtor, a concentração excessiva de lançamentos em uma única tipologia pode gerar desequilíbrios entre oferta e demanda, com reflexos sobre a velocidade de vendas e a sustentabilidade dos investimentos. “O desafio das incorporadoras é identificar as características de cada mercado e desenvolver produtos compatíveis com as necessidades dos consumidores e com a realidade econômica de cada município”. Sobre o estoque de apartamentos, Teixeira avalia que a relação entre demanda e oferta está equilibrada na região. “No cenário atual, não identificamos sinais generalizados de excesso de oferta, considerando o ritmo de vendas. Entretanto, essa avaliação deve ser acompanhada continuamente, com atenção às diferenças entre municípios, faixas de preço e tipologias”, conclui.