Erguer empreendimentos no Brasil está ficando mais caro. Nos últimos 12 meses, houve elevação de 7,49% no País. A informação consta no Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M), indicador apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme o estudo, existe uma tendência de mais aumentos nos custos do setor de construção. Isto é evidenciado pelo percentual citado, que “representa um avanço expressivo em comparação com agosto de 2024, quando o índice acumulava alta de 4,84% no mesmo período”. Ao comentar os dados, inicialmente, o diretor regional de Santos do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Lucas Muniz, minimizou a subida dos preços. Segundo ele, o percentual está dentro da média histórica do levantamento. “Ela fica na casa dos 6% a 8% ao ano. Logo, está bem próxima à realidade”, declarou. O executivo também falou sobre a perspectiva de crescimento dos custos. O dirigente do SindusCon-SP não acredita que a elevação vá além da média do mercado. “Existe espaço para que chegue até os 8% em 2025”. Mais caros O relatório da FGV Ibre mostrou que os custos de materiais, equipamentos e serviços aumentaram. Este grupo teve alta de 0,59% somente em agosto. Neste ano, já são 3,2%. A este respeito, Muniz destacou alguns insumos que ficaram mais caros. “Os materiais vêm aumentando constantemente. No primeiro dia deste mês, tivemos uma subida na casa de 8% no aço. Quanto ao concreto, aumento na casa de 5% a 6% nos últimos 12 meses. Podemos dizer, em linhas gerais, que, no último ano, houve encarecimento de cerca de 10%”. Por sua vez, a mão de obra foi outro elemento que apresentou elevação. Nos últimos 12 meses, os preços tiveram alta de 10,43%. Recordista A FGV Ibre também revelou qual capital, entre sete avaliadas, apresentou a mais forte subida do INCC-M. Trata-se de São Paulo, com 8,71% de agosto de 2024 para cá. Na segunda posição apareceu Porto Alegre (RS), com 7,29%. O terceiro colocado foi Recife (PE), com 6,96%. (Reprodução)