[[legacy_image_298933]] O número de investidores de fundos imobiliários (FIIs) alcançou a marca de 2,327 milhões em agosto, de acordo com boletim mensal da B3. De acordo com a Bolsa de Valores Oficial do Brasil, no mês passado, a modalidade ganhou 73 mil novos cotistas. Os resultados confirmam o que dizem os analistas: esses ativos têm ganhado cada vez mais força e espaço no mercado financeiro. “Os FIIs são ativos financeiros negociados no mercado de capitais, onde é possível comprar cotas desses fundos que são investidos em empreendimentos imobiliários como shoppings, hospitais, prédios comerciais e galpões logísticos”, explica a economista Viviam Ester de Souza, professora na Universidade Santa Cecília (Unisanta). “Eles têm se popularizado porque oferecem pagamentos mensais de proventos e também podem ter suas cotas valorizadas no mercado, permitindo, assim, a combinação de dois rendimentos simultâneos: um pelo pagamento dos proventos e outro pela valorização da cota, o que se assemelha muito com o mercado de ações de empresas (valorização das ações e pagamento de dividendos). A diferença é que nem todas as ações pagam dividendos e quando pagam, elas costumam ser semestrais ou anuais, enquanto os FIIs são mensais”, avalia a economista. VantagemPara o consultor da Premium Alliance Investimentos, Danilo Tavares, esse é o principal atrativo da modalidade. “Sem dúvida nenhuma, a maior vantagem dos fundos imobiliários são os dividendos mensais. Os fundos pagam ‘aluguéis’ todos os meses e estes proventos são isentos de imposto de renda. Este tipo de produto revolucionou o mercado e tem atraído muitas pessoas para a bolsa de valores”, afirma o especialista. “Aqui no nosso escritório, localizado em Santos, a procura pelos fundos imobiliários tem crescido bastante. Tenho conversado com muitos investidores de várias faixas etárias sobre o assunto. Acredito que, em breve, teremos mais pessoas investindo em fundos imobiliários. Afinal, através dos dividendos recebidos mensalmente é possível obter uma renda passiva, seja ela para complementação de renda ou para uma aposentadoria”, acredita Tavares. Captação de recursos pode estimularPara a economista Viviam Ester de Souza, professora da Unisanta, a captação de recursos por meio dos fundos imobiliários pode ser um estímulo à construção civil. “É possível reunir um capital maior para ser investido em empreendimentos imobiliários que irão impulsionar o setor de construção. De modo geral, entendemos que se a taxa Selic reduzir, as oportunidades no setor imobiliário aumentam, trazendo mais investimentos neste mercado”, avalia ela. Para o assessor de investimentos Danilo Tavares, no entanto, os números ainda não impactam o setor, mas acredita em crescimento. “Atualmente, existem poucos fundos que atuam no setor de desenvolvimento, ou seja, que constroem empreendimentos. O mercado de fundos imobiliários está em expansão, portanto, acredito que estes números ainda não refletem no setor da construção de forma significativa.”