Cenário deve também impulsionar a construção de empreendimentos em bairros localizados mais distantes da praia (Alexsander Ferraz/AT) Enquanto a escassez de áreas para construção de novos edifícios eleva ainda mais o preço do metro quadrado em Santos, esse cenário deve também impulsionar o lançamento de empreendimentos em bairros localizados mais distantes da praia. De acordo com entidades e representantes do setor ouvidos pela Reportagem, com a limitação de espaços, a busca por terrenos também pode levar à demolição de prédios antigos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Está cada vez mais difícil (encontrar terrenos para construir em Santos), fazendo com que bairros menos adensados passem a ser locais de novas construções”, afirma o presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Mateus Teixeira. “Porém, o público ainda prefere as localizações próximas à praia. Então, hoje em dia, (as construtoras) já estão comprando prédios de 5 a 9 andares para demolir e criar terrenos novos”. Para o diretor regional do Secovi-SP em Santos, Carlos Meschini, outra solução encontrada pelas construtoras é a composição de vários terrenos menores para tornar uma área apta a receber edifícios de grande porte. “Como estamos na cidade mais verticalizada do Brasil (com 63,4% da população vivendo em apartamentos, segundo Censo 2022, do IBGE), a gente tem que compor os terrenos, com mais de uma casa ou prédios pequenos, o que dificulta a compra. As construtoras têm comprado casas, compondo (com outros imóveis) ao longo do tempo. Mas o custo final fica mais caro. Antes, o (valor do) terreno era 10% do empreendimento, hoje está em torno de 15% e deve subir”, acredita Meschini. “Os terrenos estão escassos em Santos, pois somos limitados geograficamente. A área insular é muito pequena, então não há para onde crescer. Além disso, há uma demanda muito grande de pessoas querendo morar em Santos e, com isso, as construtoras continuam procurando e comprando. E os bons terrenos estão fora de preço”, confirma o diretor da R3 Real State, Sthefano Lopes. “O limitador do preço do terreno é o mercado. O preço de terreno é um percentual sobre o VGV (Valor Geral de Venda). Se esse terreno estiver localizado num bairro mais nobre, o preço de venda do metro quadrado dele será maior, logo, a construtora consegue pagar mais por esse terreno”, explica Lopes.