[[legacy_image_290315]] A relação com as empresas de infraestrutura urbana também foi destaque durante a 10ª edição do Summit da Construção Civil, em Santos. Representantes da concessionária de energia elétrica CPFL Piratininga e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) ouviram as queixas de empresários e prometeram mais diálogo e aproximação para solucionar as demandas do setor na região da Baixada Santista. As incorporadoras alegam que, na maioria das vezes, precisam assumir obras de adequação das redes de esgoto e energia elétrica para ter seus projetos aprovados pelas concessionárias. Na visão das construtoras, “o setor privado hoje está realizando o trabalho que deveria ser feito pelas concessionárias e não têm nenhum tipo de reembolso por isso”, conforme relatos ouvidos durante o evento promovido pelo Grupo Tribuna. “O atendimento de saneamento básico e energia elétrica é um limitador para o mercado imobiliário”, afirmou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, presente ao evento. “Os modelos (de atendimento de água e energia elétrica) adotados tiveram avanços, mas a falta de abastecimento para a população em geral ainda é grande, e ela passa também por incentivar o adensamento, pois, muitas vezes, para nós, o adensamento é a solução, já que ele permite o aproveitamento da estrutura de água e esgoto (já existente). A gente vê esse problema se repetindo em outras regiões do País”, avaliou Correia. SabespPara o superintendente de Engenharia e Gestão de Ativos da Sabesp, Marco Antonio Barros, a Baixada Santista está preparada para grandes empreendimentos. “Nós fazemos nosso planejamento de curto, médio e longo prazos de modo constante, olhando os indicadores e os dados da própria empresa sobre a dinâmica de crescimento. Existe o plano diretor de água e esgoto para direcionar os investimentos de longo prazo, o atendimento e crescimento da população. As cidades da região já são consolidadas com índices muito bons de atendimento, mas trabalhamos sempre para melhorar e atender mais ainda, inclusive tentando entender toda a dinâmica de crescimento do mercado imobiliário”, afirmou ele, que prometeu maior diálogo com as construtoras, a fim de melhorar o planejamento. “Quanto mais proximidade tivermos das entidades, para sentar e conversar como planejadores de desenvolvimento, menos problemas teremos”. CPFLA recente centralização dos técnicos da CPFL na região de Sorocaba também foi alvo de críticas por parte das incorporadas da região. Representantes da concessionária ouviram queixas quanto à redução de profissionais presentes na Baixada Santista para atender as demandas dos consumidores da região. A concessionária de energia elétrica afirmou que irá estudar a volta de técnicos presentes na Baixada Santista para dar agilidade aos projetos, que hoje aguardam 120 dias para atendimento. “Essa aproximação é importante. Vamos internalizar essas solicitações para viabilizar o envio de técnicos para atendê-los”, afirmou José Ricardo Gonçalves, consultor de Negócios, especialista em grandes clientes e Poder Público da CPFL. Segundo ele, a CPFL está preparada para atender o crescimento da Baixada Santista, inclusive com um aumento de cerca de 200% em investimentos em 2022 em relação a 2021. “O setor elétrico é dinâmico, está sempre em expansão e exige sempre investimentos. Foram R\$ 198 milhões aplicados em 2022. A Baixada Santista é a de maior significância para a CPFL”, garantiu Gonçalves. “Entendemos que, dentro dos projetos de ordem civil, a elétrica é muito importante, então gostaríamos de reforçar que esse contato com a distribuidora seja feito logo no início dos projetos, ainda na fase de estudos, para estarmos inseridos nele desde sempre. É um pleito que a distribuidora faz”, disse Marcelo Henrique Ferreira, gerente de Obras e Manutenção da CPFL.