O preço médio do aluguel residencial em Santos atingiu R\$ 59,97 o metro quadrado em julho, o sétimo maior entre as 36 cidades pesquisadas pelo Índice FipeZap. Praia Grande aparece com R\$ 46,88. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No caso de Santos, o resultado está acima da média nacional de R\$ 54,17/m². Santos também se destaca pela rentabilidade do aluguel no acumulado de 12 meses até julho. Com 8,44% ao ano, a Cidade apresentou o segundo maior valor. Praia Grande, em quinto lugar, garantiu ganho de 8,19%. Essa conta é feita com base no preço médio do aluguel em relação ao valor total do imóvel. O índice indica quanto o proprietário recebe por investir em locação. “Santos tem um mercado mais consolidado, com o preço do metro quadrado mais caro seja para compra ou locação. Especialmente em bairros como Gonzaga, Embaré, Ponta da Praia. A maior valorização aconteceu nessas regiões”, avalia o diretor da R3 Real State, Stefano Lopes. “O momento é favorável ao proprietário, pois a demanda hoje é superior à oferta quando falamos de imóveis bem localizados e em bom estado. Temos uma vacância baixa em Santos, alugando de 15 a 30 dias. Imóveis mais caros ou que precisam de reforma levam mais tempo, pelo menos 60 dias, dependendo do estado [de conservação] e localização”, afirma. Para o diretor regional do Secovi-SP, Carlos Meschini, a região tem se mostrado um mercado interessante para investidores. “A Baixada Santista apresenta uma dinâmica bastante interessante no mercado de locação, com boas taxas de rentabilidade em determinadas regiões e segmentos. Esse cenário mantém a locação como uma alternativa atrativa de investimento imobiliário”, analisa Meschini. “Santos é, sem dúvida, uma das principais referências do mercado imobiliário regional e apresenta características próprias, inclusive em relação aos valores praticados. No entanto, cada município possui dinâmica, perfil de demanda e oportunidades específicas, que precisam ser analisados individualmente”. PERFIL Segundo os especialistas, o perfil da demanda é bastante diversificado na região, incluindo famílias que pretendem se estabelecer na Baixada e ainda não adquiriram o imóvel próprio. E ainda casais em formação, pessoas que passaram por mudanças na composição familiar, estudantes e profissionais que chegam para trabalhar no setor portuário e no Polo Industrial de Cubatão. “Os imóveis mais compactos estão entre os mais procurados, com destaque para apartamentos de dois dormitórios. Localização próxima à praia, comércio, serviços e facilidades de mobilidade também são atributos importantes na decisão do locatário”, explica Meschini. Segundo o diretor da R3, os imóveis de dois dormitórios são os mais procurados por locatários anuais, com contratos mais longos. Para curta temporada, a demanda é pelos mais compactos. Segundo Lopes, em Santos, a Ponta da Praia está em alta, além de bairros consolidados como Gonzaga, Boqueirão e Embaré. Conforme ele, a maior valorização foi nessas regiões, onde os valores para imóveis de dois dormitórios variam de R\$ 2,5 mil a R\$ 5 mil. “Acima de R\$ 5 mil, os imóveis precisam entregar diferenciais como lazer e vista”.