[[legacy_image_293895]] Em um mundo cada vez mais ágil, os imóveis pequenos e práticos têm ganhado espaço no mercado imobiliário da Baixada Santista. A tendência (já realidade em capitais como São Paulo) é que a versatilidade oferecida pelos apartamentos com menos metragem faça com que esse tipo de imóvel figure entre os preferidos de compradores. É neste cenário que entram os estúdios e os que têm cerca de 50 metros quadrados. Segundo profissionais do setor, tudo indica que a região deve aumentar o volume de lançamentos de empreendimentos residenciais que contam com imóveis compactos, mas que têm o potencial de oferecer tudo o que há de melhor na moradia. Os imóveis compactos, aliás, também conquistaram o segmento de alto padrão, e virou uma aposta no mercado de luxo por seus diferenciais exclusivos, mesmo com uma metragem menor. Composição familiarLevantamento divulgado pelo Secovi-SP aponta que, atualmente, 10,7% dos imóveis disponíveis nas construtoras de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá são de padrão “especial”, ou seja, apartamentos menores com alto valor do metro quadrado. “Os apartamentos compactos vêm sendo uma tendência há algum tempo. As pessoas estão tendo menos filhos ou resolvendo viver sozinhas, com famílias menos agrupadas. Então um apartamento grande acabou se tornando até um problema”, afirma o diretor regional do Secovi-SP na Baixada Santista, Carlos Meschini. “Em São Paulo isso já é uma epidemia. Os condomínios se aperfeiçoaram muito, com incorporadoras que só fazem esse tipo de imóvel: compactos com todo tipo de serviço dentro do prédio, muita tecnologia, construídos em locais onde se possa ir a pé aos lugares. E Santos é uma cidade plana, tudo é perto, com VLT, bicicleta e patinete disponíveis, então é uma tendência forte para tudo isso”, aposta o diretor regional do Secovi. “A tendência para toda a Baixada é que aconteça o mesmo que houve em São Paulo. Quando acontece uma tendência forte na Capital, ela chega aqui e vem para ficar: são condomínios bem qualificados”, define. Em Santos, os menores são estúdiosDiretor da R3 Real State, Sthefano Lopes também acredita na evolução desse mercado de imóveis compactos em Santos, mas confirma que ainda não há unidades extremamente pequenos disponíveis na Cidade. “Em Santos, temos tido lançamentos a partir de 33 metros quadrados, o que ainda pode ser considerado um estúdio grande em São Paulo. Na Capital, entretanto, há lançamentos de 18 metros quadrados, extremamente compactos e sem vagas de garagem. Em Santos, ainda não houve esse tipo de lançamento, pois a lei (de Uso e Ocupação do Solo) mudou no final do ano passado, permitindo a construção de apartamentos sem vagas de garagem, o que antes não era permitido. Então eu entendo que em breve teremos mais lançamentos tipo estúdio, cada vez mais compactos e sem vaga de garagem. Só então veremos como o mercado vai se comportar”, pondera Lopes. PerfilDe acordo com o executivo da R3 Real State, imóveis mais compactos têm atraído diferentes perfis de compradores. A maioria, no entanto, é de casais cujos filhos já saíram de casa e de jovens solteiros. “É um público que busca facilidade, então as construtoras precisam agregar valor ao projeto com serviços, uma área de lazer que seja bem aproveitada, pois como o apartamento é pequeno, as pessoas acabam utilizando mais as áreas comuns do prédio” explica Sthefano Lopes. “Esse público busca uma excelente academia, um homeoffice fora do apartamento (compartilhado), boa área de lazer, uma lavanderia no prédio também é um grande diferencial para este tipo de imóvel”, aponta. InfraestruturaO diretor regional do Secovi-SP concorda. “Esses condomínios precisam oferecer bastante opções de lazer, lavanderia no prédio, espaço gourmet, lojas de conveniência. Em São Paulo, alguns já contam com locadoras de carros, já que muitos desses prédios não têm garagem. Esse é um público, aliás, que não se importa com garagem. O que eles procuram é o espaço de um estúdio bem planejado”, diz Carlos Meschini.