[[legacy_image_290048]] Mudanças no sistema tributário, queda nas taxas de juros e a retomada de programas de infraestrutura e sociais têm trazido boas perspectivas ao setor da construção. Durante o painel Reforma Tributária, taxa Selic e cenários econômicos 2023/2024, economistas falaram sobre o cenário vivido hoje pelos empresários e concordaram que o momento é de otimismo. “A verdade é que, apesar de todos os desafios e percalços, o ambiente econômico melhorou. Houve uma melhora na classificação de risco do Brasil feito pela Fitch, o dólar abaixo de R\$ 5, uma queda na taxa de inflação, o que permitiu também uma queda na taxa de juros. A curva de juros começou a virar com a queda da Selic e as projeções indicam que terminaremos o ano em 11,75%. Isso dá um alento do ponto de vista econômico”, analisa o economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getúlio Vargas. “Estamos vivendo ainda grandes desafios, num mundo muito incerto, mas uma economia brasileira com ambiente de negócios melhor, o que é uma boa notícia para a construção civil. O lançamento do Novo PAC – com 2 mil projetos e quase R\$ 1,7 trilhão em investimentos em quatro anos – dá também uma dimensão do que podemos esperar em termos de infraestrutura. Isso paralelamente ao Novo Minha Casa Minha Vida, que também representa uma demanda adicional bastante grande, com 2 milhões de imóveis em quatro anos e a ampliação da faixa de renda aumentando ainda mais seu potencial”, disse Gesner. [[legacy_image_289777]] ConfiançaEconomista-chefe do Sinduscon-MG e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos lembrou que, de acordo com sondagem feita em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) no último mês, o nível de atividade da construção civil no 2º trimestre 2023 é o maior desde o terceiro trimestre de 2022. “Os empresários estão se sentindo mais confiantes porque enxergam que há uma expectativa melhor, apesar de seu nível de atividade estar menos intenso do que nos últimos anos”, afirmou Ieda. “Desde julho de 2020, a construção civil, ao mesmo tempo que assistiu ao incremento das suas atividades, assistiu também a uma forte elevação dos seus custos. O custo com materiais aumentou mais de 50%. Nesse mesmo período, a inflação foi de 25%. Mas desde agosto do ano passado, temos assistido a uma desaceleração desses custos”, avaliou a economista. 289778