Empreendimentos na Ponta da Praia, em Santos: localização é prioridade na hora da compra (Matheus Tagé/AT/Arquivo) A falta de áreas grandes e com preços acessíveis próximas à orla de Santos deve levar as construtoras a investir em bairros mais distantes da praia. José Menino, Macuco, Estuário e Vila Mathias aparecem como opções, após um período de investimentos na região da Ponta da Praia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Ainda há espaços disponíveis e regiões para se desenvolver. Atualmente, a Ponta da Praia vem se desenvolvendo com vários lançamentos. Os prédios mais modernos da cidade estarão na Ponta da Praia nos próximos anos, porque é uma região nobre que tem terrenos para incorporadoras. Gonzaga, Boqueirão e Embaré ainda têm terrenos, porém mais escassos e difíceis de comprar, por isso as incorporadoras foram para a Ponta da Praia (nos últimos anos) e esses empreendimentos têm sido um sucesso”, explica o diretor da R3 Real State, Sthefano Lopes. “No entanto, quando a Ponta da Praia estiver saturada, acredito que (haverá crescimento) na região do José Menino, onde ainda há vários locais para construir e com preços razoáveis, além de ser próximo à praia”, avalia o especialista. “A Ponta da Praia já foi atacada e agora isso vai acontecer com Macuco, Estuário, Vila Mathias, Vila Nova e Marapé. A tendência é buscar essas outras regiões mais distantes para conseguir viabilizar os projetos”, acredita o diretor regional do Secovi-SP, Carlos Meschini. Ele admite, no entanto, que a busca por uma boa localização ainda é prioridade para o comprador final. “A população está se adaptando aos bairros mais afastados, mas a localização ainda interfere bastante no preço final. Então a gente tem custos de obra diferentes no Macuco se comparado ao Gonzaga. Eu consigo agregar preço e venda se estiver num local melhor, mas o mercado vai ter que se adequar”, destaca Meschini. Presidente da Assecob, o engenheiro Mateus Teixeira concorda. “Ainda existem áreas próximas à praia, como é o caso no José Menino. Mas, aos poucos, vai acabar aumentando o número de empreendimentos também ao longo das avenidas Francisco Glicério e Afonso Pena, desenvolvendo bairros menos adensados, levando serviços, lojas, mercados e escolas, preparando os bairros para receber esse público”, conclui o empresário.