Camila Pimenta: empresas têm dificuldades para achar qualificados (Divulgação) Criado para apoiar a capacitação e padronizar um modelo de desenvolvimento profissional, o projeto Trilhas Profissionais da Construção foi apresentado na quarta-feira (14), em Santos, no litoral de São Paulo, em evento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e Senai para empresários da região da Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O Trilhas Profissionais organiza as funções, estabelece critérios de progressão na carreira e integra a experiência prática à formação profissional, contribuindo para melhorar a produtividade das empresas, ampliar a qualificação da mão de obra e tornar o setor mais atrativo para novos profissionais. “As Trilhas Profissionais apresentam uma padronização estratégica, focada no desenvolvimento profissional e no futuro do setor”, afirmou o diretor regional do Sinduscon-SP em Santos, Lucas Teixeira, na abertura do encontro, na sede da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob). Segundo a engenheira e diretora da Unidade de Formação Profissional da Indústria da Construção da Fiesp/Senai, Camila Pimenta, em apresentação no evento, disse que a idade média dos trabalhadores do setor é de 42 anos. Além disso, segundo ela, 82,4% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar profissionais qualificados. E 36% dos trabalhadores demonstram algum grau de insatisfação com salários e benefícios, com falta de critérios claros sobre a progressão profissional. Progressão A proposta do Trilhas Profissionais estabelece uma estrutura de carreira com sete níveis, que começa na função de Auxiliar de Produção e avança por Oficial de Produção I, Oficial de Produção II, Encarregado de Produção, Mestre de Obras Júnior, Mestre de Obras Pleno e Mestre de Obras Sênior. O modelo busca substituir nomenclaturas tradicionais por funções alinhadas à realidade da construção como atividade industrial, com responsabilidades e competências definidas para cada etapa. O cronograma apresentado em Santos prevê uma implementação gradual do projeto. O piloto está previsto para ocorrer entre este mês e março próximo, com participação de 30 empresas. Após a fase de testes, o planejamento prevê ajustes entre abril e maio, com a definição de padrões de cargos nas primeiras convenções coletivas. A etapa seguinte está programada para junho do próximo ano, com o início da implantação nacional, sob articulação da Câmara Brasileira da Industria da Construção (Cbic).