Wertheim, do Secovi, e Zaidan, do Sinduscon, em painel do Summit (Alexsander Ferraz/AT) Entre indicadores e desafios que pressionam os negócios, a construção civil vive um momento de transformação. O cenário foi tema do painel Indústria e Mercado, durante o Summit da Construção Civil, que apresentou os números mais recentes do setor, as perspectivas para o próximo ano e alguns obstáculos que precisam ser superados. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Participaram do debate os presidentes-executivos do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, e do Secovi-SP, Ely Wertheim. A mediação foi feita pelo presidente do Conselho Deliberativo da Assecob, Ricardo Beschizza. “A construção civil é intimamente ligada ao estado da economia. Quando a economia vai bem, a construção civil vai muito melhor. Quando a economia vai mal, a construção civil vai muito pior”, afirmou Zaidan. “O PIB da construção cresceu 0,6%, o que não significa praticamente nada. E a perspectiva para a economia brasileira agora é ela entrar numa ligeira queda”, completou o representante do Sinduscon. Outro alerta de Zaidan refere-se aos índices inflacionários sobre os custos da construção no Brasil. Segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), em 12 meses, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) está acima da inflação, fechando o acumulado até julho em 6,44%. No Estado, o índice é de 6,97%. Wertheim apresentou os números de unidades lançadas e vendidas no Brasil nos últimos quatro meses e afirmou que as opções do programa Minha Casa, Minha Vida têm ganhado espaço em relação aos imóveis de médio e alto padrão. Segundo o presidente-executivo do Secovi, 97,6 mil unidades de médio e alto padrão foram lançadas no País nos primeiros seis meses deste ano, o que representou uma queda de 8% em relação a igual período do ano passado. Já o total de unidades do Minha Casa, Minha Vida lançado no Brasil no primeiro semestre cresceu 8%, totalizando 114 mil unidades lançadas no período. Parceria Vice-presidente do Interior do Sinduscon-SP, Victor Bassan de Almeida ressaltou a importância do Summit da Construção Civil para fomentar as discussões entre especialistas, autoridades e empresários. “É um segmento que move o Brasil. A construção civil movimenta mais de R\$ 1 trilhão por ano no Brasil, emprega mais de 3 milhões de brasileiros com carteira assinada, movimenta mais de 70 outras indústrias do Brasil e é um dos grandes motores da nossa economia”, avaliou Almeida. Durante o evento, ele anunciou a parceria com o Senai para a realização do projeto Trilhas de Carreira. “A atividade laboral apresenta mudanças por um perfil geracional, por um perfil de trabalho dos novos profissionais, da juventude e a construção civil tem que enfrentar esse desafio.”