[[legacy_image_291996]] Tão importantes quanto custos, as emoções do consumidor também estão presentes na hora de comprar um imóvel e devem ser consideradas pelas empresas do ramo imobiliário. A Brain Behavior, divisão de pesquisas sobre comportamento de consumo da Brain Inteligência Estratégica, fez uma pesquisa com 409 homens e mulheres brasileiros com renda a partir de R\$2,5 mil. O resultado do estudo “A influência das emoções na jornada de compra imobiliária” mostrou que o orgulho é o sentimento positivo predominante para 85% das pessoas que estão em busca de um imóvel – sendo maioria (81%) entre os homens. Já para 90% das mulheres, a empolgação é o carro-chefe motivador. “A compra de um imóvel é, na maioria das vezes, a compra de maior valor que uma pessoa fará ao longo de sua vida. Apesar dos consumidores justificarem a compra através de argumentos racionais, existe uma carga emocional alta por trás desse processo”, afirma o sócio-consultor da Brain, Marcelo Gonçalves. Segundo ele, no Brasil, cada pessoa comprará 1,6 imóvel ao longo da vida. Gênero infuenciaAs mulheres sentem emoções em uma intensidade maior do que os homens. De acordo com o estudo, 90% das mulheres sentem-se muito empolgadas e orgulhosas ao pensar na compra de um imóvel. “A emoção positiva ‘empolgação’ é uma das que merecem destaque, pois ela nos leva a assinar o contrato”, diz Tiziana Weber, coordenadora da Brain Behavior. E quem está em busca do primeiro imóvel sente empolgação em uma intensidade maior do que aqueles que já passaram por essa experiência antes. A diferença é de 12 pontos percentuais. Emoções negativasApenas 5% dos homens e 7% das mulheres sentem muita vergonha ou muita aflição na hora da compra. Já o medo é um sentimento mais presente, sendo muito intenso para 9% dos homens e 12% das mulheres. “Apesar de menos intensas, as emoções negativas não podem ser ignoradas. Elas devem ser trabalhadas no decorrer da jornada imobiliária para que a experiência dos compradores seja mais agradável. Os corretores imobiliários e outros profissionais que atuam diretamente com o público possuem um papel importante para minimizá-las”, aponta a consultoria.