[[legacy_image_295608]] Investir na compra de imóveis novos para locação sempre foi um bom negócio. Além da valorização que o bem acumula ao longo dos anos, ainda é possível aferir algum valor positivo com a locação em si. Além disso, a segurança proporcionada pelo mercado imobiliário tem levado investidores a trocarem aplicações financeiras pelos rendimentos provenientes de aluguéis. “A locação acaba sendo mais vantajosa que muitas outras opções oferecidas pelas instituições financeiras ou assessorias de investimento”, afirma o presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Mateus Teixeira. “Em todas as tipologias de imóveis temos interessados em alugar. Cabe destacar também o mercado de imóveis comerciais, os conjuntos corporativos ou até mesmo a modalidade de BTS (Built to Suit), onde o locatário apresenta ao locador suas necessidades com relação ao tipo de imóvel que ele precisa alugar. Nesse caso específico, há todo um regramento diferenciado e o prazo do contrato é bem mais extenso”, explica Teixeira. Segundo o executivo, imóveis menores, com valores na faixa de R\$ 600 mil, localizados próximo a faculdades ou conveniências, acabam tendo um mercado mais estável. “O cenário hoje é o contrário de cinco anos atrás, quando as pessoas estavam vendendo imóveis, aplicando no mercado financeiro e morando de aluguel. Hoje, ao contrário, as pessoas estão tirando dinheiro do mercado financeiro e comprando imóvel e locando, porque é um investimento mais seguro e rentável a longo prazo, diante da instabilidade do mercado. Isso tem proporcionado a procura por imóveis para alugar”, analisa o diretor regional do Secovi-SP na Baixada Santista, Carlos Meschini. Segundo ele, o segmento para locação na região está aquecido, com crescimento em relação a 2022. “Existe uma procura grande, o que torna o cenário positivo”, avalia. Números divulgados pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP) confirmam essa tendência também na região. Segundo levantamento, no último mês de julho, os contratos de locação na Baixada Santista aumentaram 105% na comparação com junho. A maioria (87%) procurou por apartamentos. Os imóveis de dois dormitórios foram os preferidos. CompensadorDe acordo com o diretor regional do Secovi-SP, nas imobiliárias, também o valor de imóvel procurado por aqueles que querem comprar uma unidade para alugar pode variar entre R\$ 500 e R\$ 800 mil. Já o pacote mensal (incluindo aluguel, condomínio, tributos e demais despesas) cobrado na região tem o valor médio entre R\$ 2,5 mil e R\$ 5 mil. “O rendimento do aluguel não pode ser comparado a um investimento no mercado financeiro, pois ele é um investimento mais seguro a longo prazo, diferente do mercado financeiro onde o ganho pode ser maior, mas o risco também. O imóvel residencial, por exemplo, geralmente é alugado, em média, por 0,5% do valor do imóvel. Se ele for bem localizado, mobiliado, então pode valer um pouco mais. Já o preço médio cobrado por uma unidade comercial é mais alto, chegando a até 1% do valor do imóvel por mês”, explica o diretor regional do Secovi-SP. “Nas aplicações (financeiras) normais temos o rendimento mensal que depende das taxas de juros, flutuantes e inconsistentes. O principal se desvaloriza em relação às moedas fortes (dólar e euro). Na locação, desde que a escolha do cliente (comprador) seja bem feita, teremos o aluguel com rendimento e a valorização do bem, que invariavelmente acompanha a inflação”, explica o presidente da Assecob, Mateus Teixeira.