Emanuel Pessoa: empresas não se prepararam para capital chinês (Alexsander Ferraz/AT) As oportunidades de negócio com a China também estão no setor imobiliário, segundo o colunista político e econômico Emanuel Pessoa, que participou do Summit da Construção Civil, realizado pelo Grupo Tribuna. Pessoa, que apresentou o tema Brasil 2027: cenários internos e externos entre oportunidades e incertezas, disse que a China tem interesse em investir nas construções brasileiras. “Os chineses estão habitualmente procurando oportunidades imobiliárias no Brasil para fazer loteamentos gigantescos, para comprar incorporadoras, para descobrir como fazer fluxo, como fazer resorts cinco estrelas. Na verdade, a construção civil brasileira ainda não descobriu o capital chinês”, afirmou. Conforme ele, muitas empresas não estão preparadas para aproveitar o capital chinês. “Não entendem o cenário e, por isso, não conseguem se beneficiar desse momento. Acabam contando apenas com capital nacional, que está muito travado com a taxa de juros alta e a incerteza que o Brasil vive hoje”. Olivar Vitale, conselheiro jurídico do Secovi-SP (Alexsander Ferraz/AT) Segurança jurídica é fundamental Na construção civil, previsibilidade jurídica é tão importante quanto cimento e mão de obra. Quando as regras mudam, as interpretações podem divergir, permitindo com que decisões judiciais alterem o cronograma e a história de um empreendimento. O impacto da insegurança jurídica no setor pode ultrapassar os escritórios e o Judiciário, impactando diretamente no canteiro de obras e, até mesmo, na sociedade. “A burocracia, não em excesso, é fundamental em qualquer sociedade, pois é ela quem traz a impessoalidade, que faz com que todos tenhamos os mesmos direitos”, disse o advogado Olivar Vitale, conselheiro jurídico do Secovi-SP, durante palestra no Summit da Construção Civil. “A regra do jogo clara somada à burocracia, ou seja, procedimentos bem delimitados e claros, fazem com que o negócio prospere”, afirmou o advogado especialista em Direito Imobiliário. “Uma ordem jurídica previsível é requisito para o desenvolvimento econômico”, destacou Olivar Vitale.