[[legacy_image_288933]] Após período de queda no auge da pandemia, pesquisa da Brain Estratégia Imobiliária aponta que 37% dos brasileiros têm intenção de comprar um novo imóvel nos próximos dois anos, indicando um cenário de otimismo no setor da construção civil. O estudo, a retomada do setor e os rumos do mercado imobiliário na região e no País, entre outros temas, foram pauta da 10ª edição do Summit da Construção Civil, evento do Grupo Tribuna que reuniu consultores, autoridades, empresários e entidades representativas do setor. “Nós passamos por um período durante a pandemia em que houve um aumento do desejo de comprar um imóvel maior ou melhor. As pessoas não podiam sair de casa e, logo em seguida, veio um período de incerteza”, afirmou o sócio-consultor da Brain, Marcelo Gonçalves, no evento, realizado no Auditório do Grupo Tribuna. Ele lembrou ainda que no auge da pandemia a intenção de compra caiu a 20%. [[legacy_image_288934]] “Mas quando o brasileiro vê um sinal de melhora na economia, ele já volta a querer um imóvel. Agora é o momento de retomada. São 75 milhões de pessoas que querem comprar um imóvel novo. É muita gente”, afirma Gonçalves, cuja empresa ouviu 1.615 entrevistados em todo o País. Ainda de acordo com o levantamento, oito empreendimentos (totalizando 859 unidades) foram lançados em Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande no segundo trimestre, número parecido ao registrado em igual período de 2020, quando foram lançados nove projetos (1.056 unidades). “A construção civil é um dos segmentos que mais influenciam a região, não só pela geração de empregos, mas também pela relação de tributos, com recursos gerados para as prefeituras. O desenvolvimento dos municípios está completamente ligado ao comprometimento e à dedicação da construção civil”, afirmou o presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Mateus Teixeira, na abertura do evento. [[legacy_image_288935]] Segurança jurídicaO presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, também ressaltou a importância do setor para a sociedade. “Nós somos instrumentos de solução da sociedade brasileira para uma série de problemas: habitação, saneamento, mobilidade, transporte. Passa pela construção sermos organizados e eficientes. Para isso, precisamos de previsibilidade, segurança jurídica, taxas de juros adequadas”, afirmou Correia. PrefeiturasO prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), anunciou no evento o programa Aprova Santos, que será lançado no próximo dia 28 e visa agilizar a aprovação de projetos de construção no âmbito da prefeitura santista. “Vamos trazer mais rapidez e transparência nas aprovações dos projetos. Os processos serão totalmente digitalizados e o empresário poderá acompanhar em tempo real toda a tramitação do processo. Um investimento de aproximadamente R\$ 1,5 milhão em tecnologia para que possamos valorizar e tornar mais ágeis os projetos da construção”. [[legacy_image_288936]] O prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Podemos), afirmou trabalhar para incentivar o incremento da construção. “Estamos trabalhando para incentivar a construção civil em São Vicente, incentivando para que nossa cidade se verticalize, que seja a cidade do próximo boom imobiliário da região. É com isso que temos feito alterações na Lei de Uso e Ocupação de Solo, buscando aumentar o potencial construtivo, buscando agilizar as certidões entregues e atendimento especializado às construtoras”, explicou. DemandasA relação com as empresas de infraestrutura urbana promete ser de diálogo e maior aproximação. Representantes da Sabesp e da CPFL Piratininga participaram o 10º Summit da Construção Civil e ouviram as queixas de empresários do setor, que muitas vezes precisam assumir obras de adequação das redes de esgoto e energia elétrica para ter seus projetos aprovados por concessionárias e empresas do setor público. “Quanto mais proximidade tivermos das entidades, para sentar e conversar como planejadores de desenvolvimento, menos problemas teremos”, afirmou o superintendente da Sabesp, Marco Antonio Barros. [[legacy_image_288937]] ReduçãoCom recente centralização dos técnicos na região de Sorocaba, a CPFL Piratininga, ouviu apontamentos quanto à redução de profissionais presentes na Baixada Santista para atender as demandas dos consumidores da região. A concessionária de energia elétrica afirmou que irá estudar a volta de técnicos presentes na Baixada Santista para dar agilidade aos projetos do setor, que hoje aguardam 120 dias para atendimento. “Essa aproximação é importante. Vamos internalizar essas solicitações para viabilizar o envio de técnicos para atendê-los”, afirmou o consultor de Negócios, especialista em grandes clientes e Poder Público da CPFL, José Ricardo Gonçalves. “Vamos levar em consideração as colocações ouvidas aqui e analisar a dificuldade de vocês”, prometeu o gerente de Obras e Manutenção da CPFL, Marcelo Henrique Ferreira. Confira os dados apresentados Licenciamento de obras particulares Informações do mercado imobiliário Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo Encontro de mercado Baixada Santista/SP O Futuro do Trabalho 2023