[[legacy_image_295613]] Além de uma boa localização e espaço, o imóvel dos sonhos tem um novo requisito: o projeto de arquitetura e decoração. Cada vez mais consolidado e organizado, o mercado arquidecor em Santos tem ganhado reconhecimento entre os consumidores e colaborado para fortalecer a economia local. “Hoje existe um movimento de conscientização acerca da importância do ‘morar bem’”, avalia Walid Abdouni, presidente da Rede Conceito, grupo que reúne mais de 50 empresas do setor sediadas na Baixada Santista. “A construção civil, as reformas e a decoração são muito importantes para toda economia, principalmente a local”, reforça o empresário. “Contando as nossas lojas associadas, são 1.300 funcionários diretos e mais de 1000 indiretos”, calcula Abdouni. Segundo a associação, o segmento na região tem atraído clientes de diferentes perfis. Não só para classes A/B“Não existe mais um perfil A ou B de cliente. Não é a classe social que define a contratação de um profissional da nossa área. Independentemente de atender alto e médio padrão no escritório e ter clientes que possuem alto poder aquisitivo, eu também tenho clientes que nos procuram para fazer um planejamento de médio e longo prazo para que possam encaixar esse sonho em seu orçamento”, conta a arquiteta Leandra Ferreira. “Hoje o cliente tem bastante consciência que o arquiteto ou designer (de interiores) é de extrema importância dentro do projeto, não só para otimizar melhor o espaço, mas principalmente na questão de custo. Um bom profissional consegue reduzir custos. Antigamente existia o estigma de que esse profissional ia encarecer a obra, mas esse conceito mudou”, reforça a arquiteta Rosely Feijó, professora no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Cecília (Unisanta). “O mercado arquidecor da Baixada Santista, principalmente Santos, é reconhecido em âmbitos nacional e internacional. Nós temos arquitetos de grande importância no cenário nacional com escritórios na nossa região”, destaca Walid Abdouni. “Santos está preparada nesse sentido, com profissionais parceiros, com muita troca entre eles, o que não é visto em outros mercados. Essa parte colaborativa é um grande diferencial do negócio”, comemora.” “A facilidade atual em comprar e contratar serviços de outras regiões acabou dividindo o mercado. Por isso, precisamos conscientizar as pessoas da importância da valorização do comércio local, fazê-las entender que esse segmento (arquitetura e decoração) também gera empregos e recolhe impostos para nossa região e, por isso, é essencial que tenha preferência na hora das compras”