Unidade do Residencial Marajó: metragem influencia comprador, mas preço é fator decisivo, diz Beschizza (Alexsander Ferraz/AT) Os apartamentos de dois dormitórios aparecem como um produto de forte demanda no mercado regional. Construtores da Baixada Santista afirmam que esse tipo de imóvel consegue atender diferentes perfis de compradores, desde famílias pequenas e casais até investidores e quem busca uma segunda residência na região. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Mais do que o número de quartos, porém, o comportamento do consumidor tem levado as empresas a repensar o próprio conceito desse imóvel. Metragem, distribuição dos ambientes, presença de varanda, estrutura de lazer, localização e possibilidade de personalização entram na decisão de compra e ajudam a definir projetos de maior aceitação. “Os imóveis de dois dormitórios continuam sendo muito buscados no mercado, pois atendem a população moradora de Santos, e também atingem uma parcela do público cada vez mais crescente: quem não é daqui e adquire um imóvel em nossa cidade como segunda moradia, seja pensando numa mudança futura, seja apenas para curtir os feriados e fins de semana”, afirma o sócio-diretor da Plano & Forma, Antônio Manoel Lopes de Carvalho. Segundo ele, os clientes têm procurado por essas unidades na cidade. “Os apartamentos de duas suítes com lavabo e varanda gourmet, com metragens entre 80 m² e 90 m², são os queridinhos do público no momento”. “A possibilidade de venda para moradores e não moradores de Santos, as áreas sociais amplas e integradas e a opção de cozinha americana com ilha gastronômica fazem com que essa tipologia seja muito buscada”, destaca Carvalho. Valor e tendência Para o diretor da Besmon, Ricardo Beschizza, o valor desse tipo de imóvel é um fator importante na decisão de compra. “Os imóveis de dois dormitórios têm demanda superior aos outros, principalmente em função de valor de venda e financiamento, cuja faixa etária do comprador é de 25 a 40 anos e com renda compatível”, afirma. De acordo com o construtor, a metragem de maior procura tem sido até 55 m². Segundo o sócio-diretor da Engeplus, Roberto Barroso Filho, a procura pelo imóvel de dois dormitórios deve continuar na região. “Os imóveis de dois dormitórios continuam tendo uma melhor demanda, porque ele serve para qualquer padrão de família. (...) Nele pode residir um casal de idoso, por exemplo, que deseja um quarto a mais para receber o filho que mora fora ou algum parente. Pode ser também o recém-casado, que precisa fazer home office; ou um estudante que às vezes divide o apartamento; há também os turistas que normalmente vêm com os filhos e amigos para a região”. Ainda de acordo com Barroso, o imóvel de dois dormitórios tem a vantagem de ser muito mais prático. “De fato, ele tem muito mais demanda dos clientes do que os de três ou quatro (dormitórios). (...) Hoje, em Santos, o cenário em termos de metragens é o seguinte: vende-se bastante imóveis econômicos, como apartamentos de um dormitório, com 33 m², de dois dormitórios, com cerca de 45 m², e de três dormitórios, com 72 m² na Zona Intermediária (faixa do Marapé ao Macuco)”, analisa Barroso, que possui dois empreendimentos em construção nessa região da cidade. As construtoras afirmam que, no entanto, além da metragem, os compradores têm procurado empreendimentos que ofereçam áreas de lazer e boa localização. “Um número cada vez maior de clientes busca apartamentos com áreas sociais amplas, varanda gourmet e a possibilidade de integração entre os ambientes, e que também sejam compactos, garantindo praticidade e a adequação dentro da realidade de renda familiar e do menor tamanho das famílias”, diz o diretor da Plano & Forma. Fator decisivo Para o diretor da Besmon, o fator econômico tem sido decisivo. “Todos estes itens (localização, metragem, infraestrutura) influenciam na decisão de compra de qualquer imóvel. Contudo, o principal fator hoje é o econômico (preço)”, diz Beschizza. “O comprador que procura adquirir o seu primeiro imóvel, normalmente mais barato, ele abre mão da localização para ter um imóvel confortável, com área de lazer grande, bem construído, mas um pouco mais afastado (da praia), porque isso cabe no bolso dele. É o famoso imóvel da Zona Intermediária”, completa Barroso Filho. “Se for um condomínio com ampla área de lazer e confortável, que não pese no bolso, eles abrem mão da localização. Mas aqueles compradores que têm mais condições financeiras querem morar em área nobre, vista livre e varanda gourmet”.