O secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Otto Burlier, valorizou o potencial brasileiro de crescimento no transporte de cabotagem (dentro do País) e nas hidrovias, o que ajuda na descarbonização do setor portuário. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Ele foi um dos palestrantes do 2º Encontro Porto & Mar, promovido pelo Grupo Tribuna, nesta terça-feira (22), no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, com o tema O novo tabuleiro da cabotagem: como o modal marítimo doméstico mitiga o Custo Brasil diante da nova lei de fretes e da instabilidade global. "Nosso país tem um compromisso perante o mundo para tentar descarbonizar a nossa matriz logística. Foi feito um estudo, com apoio do setor privado demonstrando o que é óbvio, mas que o setor de transportes no Brasil, diferentemente do mundo, tem um potencial muito grande para contribuir nessa descarbonização da matriz logística e, mais do que isso, da nossa economia", afirma. Recentemente, o secretário esteve em missão no Mississipi, nos Estados Unidos, envolvendo o assunto, tentando mostrar a longa distância brasileira de outras realidades, mas ao mesmo tempo, como Otto comparou, tentando olhar o lado cheio do copo, que indica o potencial de crescimento nos próximos anos do transporte de cabotagem e das hidrovias. "Estive em um evento em Santa Catarina e, vendo a quantidade de caminhões e as estradas congestionadas, pensei comigo mesmo: o que a gente pode fazer cada vez mais para que a carga que sai de Santa Catarina para o Nordeste ou mesmo para São Paulo use o modal da navegação?", recorda. "Quando a gente compara, de novo, o Brasil com outros países, a gente entende que conseguimos atender a todas demandas e, de alguma forma, potencializar, por exemplo, a nossa indústria de óleo e gás e de petróleo, mas também trazer incentivos para a gente avançar, principalmente na cabotagem de contêineres, que acreditamos ter um potencial de crescimento muito grande, assim como também outros tipos de carga", emenda. Empolgado com o potencial dos rios brasileiros, Otto Burlier acredita que a agenda envolvendo o tema veio para ficar, independentemente do que irá acontecer agora nas eleições. "É importante que essa seja uma agenda de todo o nosso setor, da nossa sociedade. Muitas vezes, se não tiver uma boa pressão, principalmente dos formadores de opinião e da sociedade civil organizada, a gente não consegue enfrentar os desafios do nosso país", finaliza. *Com informações de Maurício Martins