O presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Cargas (Anut), Luis Henrique Teixeira Baldez, criticou a Lei do Piso Mínimo do Frete (15.485/2026) e defendeu o livre mercado. Ele tratou do tema em uma das palestras do 2º Encontro Porto & Mar, promovido pelo Grupo Tribuna, nesta terça-feira (22), no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Baldez lembrou que o frete tem mais influência quanto menor o valor agregado do produto, trazendo distorções ao mercado. O presidente da Anut citou os graves problemas econômicos vividos pelos produtores de sal de cozinha do Rio Grande do Norte e do calcário de Pernambuco. "O frete mínimo que está na tabela representa quatro vezes o custo de produção do produto. É uma distorção. O que eu transporto? Frete? Ou sal ou calcário? O transporte de sal ou de calcário é tratado igual ao de aço, ao de combustível, é a mesma coisa para eles", exemplifica. "Cada produto tem a sua característica própria", emenda. Baldez argumenta que tabelar o frete, como fez o Governo, é a pior das soluções para o caminhoneiro. "Deixem essa turma negociar os seus fretes. Essa (de tabelar o frete) é a pior das soluções. Há dois, três dias, foram suspensas acho que dez empresas do registro. Quem é o maior prejudicado? O caminhoneiro. Porque ele vai ficar sem trabalho, sem a renda, sem nada. O presidente da Anut também acrescenta ao problema o mal estado das rodovias brasileiras. "Temos rodovias mal cuidadas e sem duplicação, ou pedacinhos, para o tamanho do Brasil. E ainda vem a lei do frete. É um negócio que a gente precisa analisar tudo", finaliza. *Com informações de Maurício Martins