Participantes e apresentadora do Podcast Santos no Ar (Virgínia Costa) No mais recente episódio do podcast ‘Santos no Ar’, comandado pela jornalista Cláudia Duarte, dois convidados compartilharam suas experiências no universodo marketing de influência e de estilo de vida.PamBraga, influenciadora de moda e estilo de vida, conta que trabalhava comcomércio exterior até que, aos poucos, foi migrando para a internet. “Eu fuiconstruindo esse meu outro lado aos poucos. Comecei com consultoria deimagem e estilo, mas demorou dois anos para que eu pudesse largar o meu emprego e ficar só com a internet. Hoje são nove anos desse trabalho e o meu estilo de vida virou referência, mais do que a moda que foi o início de tudo”. -youtube (1.430599) Anderson Zanchin, especialista em branding e marketing pessoal, explica que o trabalho que ele exerce ajuda a dar voz para aqueles que têm conhecimento,mas não sabem se posicionar. “É um trabalho feito de maneira assertiva e intencional. A rede social é só uma ferramenta de marketing pessoal, mas épreciso fazer uma gestão de todo contexto. A pessoa precisa ser lembradacomo a primeira opção, como autoridade naquilo que ela exerce. Isso é opersonal branding”. Autenticidade Para Anderson, o grande segredo hoje nas mídias sociais é a pessoa conhecero nicho de atuação e se comunicar de maneira verdadeira com o público. “Eusempre falo do tripé: quem é essa pessoa, o que ela faz e para quem ela faz?O que ela comunica e como ela vive? É autêntico, é intencional? Acredito que,antes de mais nada, seja preciso fazer omapeamento de quem é essa pessoa,qual o valor dela e a missão. Como uma marca mesmo, para saber com quemela vai se comunicar” Ele conta que no início do marketing de influência era muito comum as pessoasusarem ‘máscaras’, que foram caindo ao longo dotempo. “A humanizaçãomudou todo o cenário. Hoje, realmente, só ficaram aquelas pessoas que têm naturalidade. Quanto mais humano e verdadeiro, maior o valor da marca e oengajamento do público”. Anderson Zanchin (Virgínia Costa) Pam Braga se identifica com esse jeito de passar naturalidade nas mídias sociais. “Eu morro de medo de virar um ‘personagem’. Eu acho que quantomais natural, melhor. As pessoas já me conhecem, sabem o que eu querofalar, conhecem o que eu gosto, me entendem. Mas, foram noveanos nessa construção diária. Não foi de repente”. Ela destaca também que não é tãosimples ser influenciadora como muitas pessoas pensam. É preciso muitotrabalho por trás das postagens. “Hoje cedo, por exemplo, fiz um trabalho parauma loja de departamentos. Cheguei antes da loja abrir, escolhi os looks,montei a iluminação, ajustei os detalhes, escolhi o melhor ângulo, escrevi oroteiro e depois vou fazer a organização das postagens, estratégias... Dá trabalho! E isso é só uma parte”. Pam acrescenta que está sempre buscando melhorar. “Chega um momentoque a gente percebe que está ‘faltando algo’, que temos que nos ajustar. Estouagora nesse momento, pensando no ‘remarketing’, na minha personalbranding”. Pam Braga (Virgínia Costa) Dicas Anderson écategórico em afirmar que não basta sermos bons emalgo.Precisamos parecer ser bons e divulgar isso. Existem muitos profissionais eautoridades que não estão conseguindo se posicionar. “Ou seja, o tripé:identidade, imagem e reputação não está alinhado. A autenticidade geraautoridade, que atrai a aproximação. Muitas vezes a pessoa não sabe seposicionar, nem para qual lado ir. É preciso ter um estrategista para identificarqual o melhor canal para a comunicação, etc. Pode ser que se posicionardentro dacidade, no offline, seja o primeiro passo” Para quem está querendo empreender no digital, Pam Braga orienta: “Se eu puder dar uma dica honesta, mesmo que pareça clichê, é que a pessoa mantenha a essência desde o início. E não ligue para a opinião dos outros. Persista”. Onde assistir? Além de poder conferir os episódios dentro do site de A Tribuna, o podcast Santos no Ar também estará disponível no Spotify e YouTube. *Esse podcast é de responsabilidade da autora e não reflete necessariamentea linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelo conteúdo veiculado neste espaço.