Participantes e apresentadora do Podcast Santos no Ar (Virgínia Costa) No podcast ‘Santos no Ar’ desta semana, as advogadas Andrea Ferro e Daniele Barboza trocam experiências e dicas para quem procura evitar problemas judiciais. -Podcast Santos no Ar (1.441656) Daniele comenta que conversa muito com os clientes e orienta sempre que eles se antecipem diante de qualquer intercorrência. "Procurar um advogado quando já existe um problema, normalmente, é muito mais difícil solucionar e mais caro também. Então, antes de comprar um imóvel, assinar um contrato ou uma locação, a pessoa consegue minimizar os riscos com respaldo jurídico”. Gestão empresarial e de pessoas Sobre a gestão de um escritório de advocacia, Andrea comenta que sentiu necessidade de se aprimorar nessa área. “A gente não aprende tudo na faculdade e o escritório precisa dar lucro, como qualquer empresa. Temos que saber gerir o nosso próprio negócio. Eu fui em busca disso e ainda faço cursos, treinamentos e leio a respeito para aprender a fazer dar certo”. Para escolher os colaboradores, Andrea utiliza recursos de RH e todos os selecionados passam em entrevista pessoal com ela. “Eu preciso que o perfil do colaborador esteja alinhado com o conceito que eu quero passar do meu escritório, que é da excelência. Normalmente, o primeiro contato do cliente é por uma dor. Porque perdeu o emprego, está sendo processado ou precisa fazer um inventário, por exemplo. Então, é preciso ter pessoas que entendam e captem aquela dor, oferecendo acolhimento, explicando como vai ser o processo e passem para o cliente a segurança de que ele estará bem assistido. Isso, para mim, é essencial”. Andrea Ferro (Virgínia Costa) Daniele Barboza acrescenta que, quando o formando sai da faculdade, ele sai como um profissional liberal, que é aquele que executa a tarefa. “Já quando começa, realmente, a empreender, não adianta apenas ter o domínio da parte técnica. É preciso ter o conhecimento de todas as áreas: empresa, pessoas, processos, procedimentos... E nem sempre o cliente procura o advogado com a informação completa do que ele precisa ou quer. É preciso ter expertise para identificar qual a real necessidade dele para que fique satisfeito de fato”. Daniele Barboza (Virgínia Costa) Empreendedorismo como um chamado Andrea acredita que não existe um limite de idade para empreender. “Vejo o empreendedorismo como um chamado. Algumas pessoas não se dão bem nessa função. Afinal, sempre vai existir risco e nem todo mundo está preparado. Talvez, a pandemia tenha sido um divisor de águas, porque naquela época ninguém tinha mais segurança em relação a nada. Tudo o que acreditávamos deixou de existir. Ficamos sem controle. As pessoas precisaram se reinventar. De qualquer maneira, não vejo limites para empreender”. Daniele enxerga que muitas pessoas têm medo de empreender porque ficam com a falsa sensação de segurança sendo funcionárias de uma empresa, por exemplo. “Para empreender, é preciso agir de forma preventiva, fazer pesquisas, estudar, ver como é o mercado. E, quando a gente entende que o resultado só depende da gente, a chave muda”. Andrea completa que é muito comum casos de empreendedores que encontraram problemas por não fazer esse estudo preliminar ou até mesmo por não buscar parceiros que entendam do mercado que ele está querendo atuar. “Nesses casos, a advocacia preventiva ajuda muito. Mas, o empresário precisa ter consciência quando ele não entende do assunto e procurar ajuda antes de qualquer problema aparecer”. Daniele reforça a importância de se cercar de pessoas que ajudem o empresário nesse processo. “Ele precisa contratar um contador, um advogado, um RH, um consultor, enfim, se cercar de pessoas qualificadas em cada área que envolve o trabalho. E, para quem está começando e não tem como investir financeiramente nesses profissionais, existem cursos gratuitos que podem ajudar”. Onde assistir? Além de poder conferir os episódios dentro do site de A Tribuna, o podcast Santos no Ar também estará disponível no Spotify e YouTube. *Esse podcast é de responsabilidade da autora e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelo conteúdo veiculado neste espaço.