Delay segundo o wikipedia é atraso e representa a diferença de tempo entre o envio e o recebimento de um sinal ou informação em sistemas de comunicação. Assim como delay significa “atraso” ou “demora”, a palavra delayed quer dizer “atrasado”, em inglês. Vejamos: o ano de 2020 será um marco de uma nova era, sendo acelerado por inúmeras tecnologias. Neste artigo, quero destacar 3 delas: A Internet das coisas (IoT) conceito que se refere à interconexão digital de objetos cotidianos com a internet e conexão de objetos muito mais do que das pessoas. Em outras palavras, a internet das coisas nada mais é que uma rede de objetos físicos capaz de reunir e de transmitir dados. Big Data área do conhecimento que estuda como tratar, analisar e obter informações a partir de conjuntos de dados grandes demais para serem analisados por sistemas tradicionais. Inteligência artificial que é a inteligência similar à humana exibida por mecanismos ou softwares, além de também ser um campo de estudo acadêmico. Desta maneira, a forma de se comunicar “humanamente e computacionalmente” está mudando drasticamente e isso demanda uma nova realidade de mercado. Dentro dos modelos podemos destacar que a internet das coisas trata da conexão de equipamentos (hardware’s) com sistemas e de maneira remota; Big Data, da gestão de grandes dados e a Inteligência Artificial analisa e toma decisões pelo todo. Com esta revolução mundial, especialmente nos portos, fica fácil perceber que a grande preocupação está na mão de obra. Para isso, uma decisão profissional deve ser tomada imediatamente: Você será o movimento ou será movimentado? Se a sua decisão for a de ser o movimento, é evidente que a especialização na área de tecnologia é fundamental e que de agora em diante, neste cenário tão competitivo, você deve aprender a desenvolver sua capacidade intelectual , profissional e criativa. Os novos postos de trabalho, em um futuro bem próximo, estarão ligados a pessoas capazes de ter insigths dos problemas, desenvolver uma solução e criar mecanismos de implementação da solução. Tudo isso passa pelo universo de aprendizado técnico, intelectual e principalmente focado na produção. Com estes pilares, você será parte do movimento mundial dos próximos anos. Agora se a sua escolha for de ser movimentado, você deve continuar a fazer o que está fazendo. Logado mais de 10 horas em seu celular e mídias sociais por dia, manipulado pela Inteligência artificial, aguardar políticas públicas para capacitação, que como já sabemos, não possui capacidade “Big Data” para avaliar grandes volumes de dados e propor soluções e por fim viver em um círculo infindável de recolocação no mercado, uma vez que o avanço tecnológico será tão grande que o que se aprendeu hoje, será diferente do amanhã. Empresas querem atualmente profissionais que resolvam os problemas e não que os vivenciem diariamente. Nessa mesma visão de modernidade, devemos englobar sim o recurso humano no processo, o qual, em última análise, é o meio e o fim deste propósito de fazer o mundo mais ágil. Mas a decisão de ser movimento ou movimentado é inevitável. A prioridade do capital humano, como principal ativo da empresa, será na aplicação dessas novas tecnologias de forma econômica e eficaz. Isto significa desenvolver nos portos e nas empresas uma cultura voltada ao autodesenvolvimento e à aprendizagem contínua. Com esse “novo normal”, fico me questionando o que diria Fayol nesse momento de pandemia e de transformação. Sabemos que para Fayol, a empresa é analisada em uma estrutura de cima para baixo com uma visão mais gerencial e com resultados finais na produção. Certamente os estudiosos nesse momento também gostariam de saber a opinião de Taylor, que foca na produção e no operário para resultados na quantidade produtiva. No entanto, ao se analisar os programas de desenvolvimento dos recursos humanos nos complexos portuários do Brasil e em especial no Porto de Santos, sobressai uma visão taylorista incompatível com as demandas da nova era tecnológica. Olhamos o tempo todo para o passado, e não aprendemos e nem descobrimos como acompanhar tanta transformação. Temos de transpor o ensino estático e passivo para uma forma dinâmica e crítica. Os portos mais movimentados do mundo estão avançados na busca diária de inteligência competitiva baseado em automação e processos. No Brasil, ainda não conseguimos “conceituar” adequadamente qual ou quais sistemas. Seja de forma política, técnica ou acadêmica. Nesse delay, perda de tempo e caminhar desordenado, devemos considerar ser movimento ou sermos movimentados.