[[legacy_image_19516]] Poupatempo é um projeto criado e implantado pelo Governo do Estado de São Paulo em 1996, que oferece, em um mesmo local, mais de 400 serviços e que “economiza” o tempo das pessoas. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O setor portuário possui inúmeros órgãos que fiscalizam e controlam o setor e que por muitas vezes, seja pela falta de integração entre sistemas, burocracia ou sobreposição de obrigações e leis, contribuem para a indefinição e demora na tomada de decisões. Fico pensando se poderíamos ter um local, tipo “Poupatempo do setor portuário”, onde todos os envolvidos pudessem demandar e despachar em conjunto a fim de agilizar todos os processos e definições necessários para as operações, investimentos e desenvolvimento do setor. Se o setor representa 1/3 do PIB nacional, nada mais racional e produtivo em se ter um único local que abrangesse todas as demandas. Esta semana me deparei com um texto de Sam Walton, fundador da maior rede de varejo do mundo, Wal-Mart, e do Sam´s Club, com quase 5.000 lojas. Ele fez questionamentos interessantes e que nos fazem refletir sobre ações assertivas como a ideia de criar um “Poupatempo do setor portuário”. Sam Walton pergunta: “Você sabe quem eu sou? E em seguida, ele disserta sobre esse ator tão importante e que está presente em todos os negócios do mundo. E, claro, temos esse ator tão importante no porto. Observe: Sabe quem eu sou? 1. Eu sou aquele que convive com procedimentos críticos que não fazem parte do processo de nacionalização de cargas e podem gerar atrasos desnecessários. 2. Eu sou aquele que trabalha com procedimentos ou práticas diferentes que culminam na retenção de carga. 3. Eu sou aquele que fica apreensivo por não saber se a carga chegará a tempo de embarque devido ao transporte rodoviário aguardar por longas horas no trânsito infindável dos portos pelo Brasil. Sabe quem sou eu? 1. Eu sou aquele que acompanha as demandas crescentes de uma economia exportadora e assiste de perto a falta de infraestrutura intermodal. 2. Eu sou aquele que usa as estradas brasileiras, e sofre pela falta de reparos e pelos altos custos relacionados. Sabe quem sou eu? 1. Eu sou aquele que utiliza a estrutura portuária nacional e não entende as altas tarifas alfandegárias praticadas no país. 2. Eu sou aquele que faz conta, que apesar dos incentivos percebe que os trâmites burocráticos e impostos nacionais (especialmente ICMS) são tão altos, que por vezes inviabilizam a competitividade de nossos produtos no exterior. 3. Eu sou aquele que fica torcendo com obras de expansão portuária e que se desmotiva quando vê as dificuldades para sua aprovação. 4. Eu sou aquele que comemora com as decisões favoráveis em um órgão e sofre com decisões desfavoráveis em outro. E tenta explicar para investidores internacionais tamanha instabilidade jurídica no Brasil. 1. Eu sou aquele que se confunde com o termo “nacionalização e importação”, que prejudica a compreensão das etapas administrativas e fiscalizatórias do Brasil. 2. Eu sou aquele que convive com a média alta para liberação de carga. 3. Eu sou aquele que investe em tecnologia para acompanhar o mundo moderno e possui dificuldades em contratar mão de obra especializada. Você deve estar perguntando quem é essa pessoa paciente e do tipo que nunca cria problemas. Essa pessoa é o cliente, que pode criar impacto enorme em uma economia e em uma região, simplesmente operando, investindo ou gastando o seu dinheiro em outro lugar. Debatemos muitas vezes no setor portuário as políticas públicas e também os volumes de movimentação de cargas, mas será que não é chegada a hora de ouvir o cliente, este ator que convive com tantas dificuldades diariamente e que poderia estar sendo melhor atendido? Poupar tempo em um mundo moderno e tão interconectado faz toda diferença comercial e competitiva, seja nas empresas ou nos portos. Ações simples e criativas podem gerar alto impacto nos negócios e na vida das pessoas. Precisamos ajudar o setor e o cliente a poupar tempo, pois como o velho ditado diz, “tempo é dinheiro”.