Pitágoras, Bhaskara e o porto!

No universo portuário, Pitágoras concordaria que é melhor os caminhoneiros utilizarem a Imigrantes ao invés da Anchieta

Por: Maxwell Rodrigues  -  28/09/22  -  06:00
Bhaskara e o porto
Bhaskara e o porto   Foto: Imagem Google

A distância entre dois pontos no espaço é o comprimento do menor segmento de reta que liga esses dois pontos e é obtida pelo Teorema de Pitágoras. O cálculo da distância entre dois pontos no espaço é um assunto discutido na Geometria Analítica e tem suas bases no teorema de Pitágoras. Complexo né? Uma nova ligação entre Santos e a capital também é!


Por diversas vezes ouvi pessoas perguntando em que momento da vida usariam fórmulas como o Teorema de Pitágoras e a tão ensinada nos tempos de escola Fórmula de Bhaskara.


É claro que para quem trilhou o caminho na área de exatas elas são utilizadas, mas outros nunca usaram, assim como eu. Hoje finalmente usarei tanto Bhaskara quanto Pitagoras no meu artigo!


Dentro do meu universo portuário, Pitagoras concordaria que para o maior porto da América Latina é muito melhor os caminhoneiros utilizarem a Imigrantes ao invés da Anchieta. Talvez ele ficaria perplexo em não entender por que ninguém até hoje conseguiu resolver uma nova ligação entra a Baixada e a Capital, afinal de contas, a menor distância entre dois pontos é uma reta e não as dezenas de curvas da Anchieta.


Pitagoras poderia até achar o mundo atual complicado e passar o problema para Bhaskara como uma equação de segundo grau. Nessa metáfora do meu artigo, diria que a equação não é de segundo grau e nem de grau universitário, simplesmente repetiu de ano e abandonou a escola. Na escola temos o pessoal do fundão que nem sempre está interessado na matéria mesmo em véspera de prova. Na política, por sua vez, temos muitos interessados no fundão, mas também sem interesse nas matérias importantes, até em época de eleições como agora.


A entrada da cidade de Santos é um caos, aos domingos somos obrigados a descer a serra pela Anchieta. Motoristas carregados com toneladas e toneladas de carga dividem a serra com veículos de passeio. Um pedágio caríssimo e sem nenhuma resposta para a região ou para uma classe que movimenta o porto de Santos e o Brasil, os caminhoneiros.



Vamos acionar o astrônomo, professor e matemático Bhaskara Akaria para que com a sua teoria bastante útil para a área de exatas, possa ajudar os criadores de uma incógnita elevada ao quadrado, o pessoal da área política a resolver essa questão. Um problema tão sério que afeta o cotidiano das pessoas e o maior porto do Hemisfério Sul.


A tão conhecida fórmula é utilizada no cotidiano para resolver problemas de cálculos de orçamento em indústrias, lojas de vários segmentos e na elaboração de projetos ou mesmo resolução de problemas na área da construção civil. Até mesmo a casa ou o prédio em que você mora tiveram que ser submetidos aos cálculos da fórmula de Bhaskara e você nem imaginava.


Talvez os atuais candidatos ao Governo do Estado e a Presidência da República pudessem concentrar seus esforços e o dinheiro gasto em campanhas (o famoso pessoal do fundão) para debater pontos centrais como esse que prejudicam as pessoas e os negócios. O foco está no conflito polarizado, tirando a atenção das pessoas dos problemas reais e direcionando para um universo de propostas de baixíssimo nível e recheadas de inverdades.


Fala-se tanto de custo logístico, custo Brasil dentre outros, mas o foco não está no problema e sim na causa de tudo que ocorre em nossa região, estado e país.


O cidadão hoje está preocupado em escolher um lado ou escolher um projeto que definitivamente vá mudar a sua vida e a economia que o rodeia?


Fórmulas complexas onde o “Δ=ligação com a capital” não possui resultados reais e pode até ter dois resultados iguais, sendo um ficar como estamos e outro permanecer diante da promessa que faremos.


Nem eu, Pitagoras ou Baskhara acharemos a fórmula correta para entender a razão de tantos entraves para abrir o mercado aos investimentos em infraestrutura. Mas o resultado eu me arrisco a dizer: será Δ = zero.


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