Flávia defende maior conectividade no setor (Samuel Andrade/Especial para A Tribuna) O desenvolvimento sustentável da infraestrutura brasileira depende de uma visão sistêmica e conectada entre os setores portuário, marítimo e de transportes terrestres. A avaliação foi destacada pela líder do projeto Mulheres a Bordo e ex-diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Flávia Takafashi, durante a abertura da segunda edição do fórum, realizada na tarde desta quinta-feira (15), no auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. Ao saudar as participantes dos painéis e os dirigentes da ANTT, Flávia defendeu que a regulação e os investimentos em infraestrutura precisam ultrapassar as barreiras institucionais entre os diferentes modais. "Nós só conseguimos olhar o desenvolvimento da infraestrutura se olharmos esse segmento como um todo. É justamente com esse olhar que a gente propôs e o Grupo Tribuna colocou esse espaço aberto", afirmou a executiva. Relembrando sua trajetória no Ministério da Infraestrutura antes de assumir a diretoria da Antaq, ela destacou que o aperfeiçoamento das técnicas regulatórias exige diálogo permanente entre todas as pontas da cadeia logística. "Discutia dentro de uma agência reguladora e outra quais seriam os caminhos para tentar uniformizar procedimentos regulatórios e construir, cada uma dentro da sua especificidade, as melhores técnicas para o setor", pontuou. Ela ressaltou que o setor deve estar cada vez mais conectado. "Tenho certeza de que todas as mulheres aqui convidadas contribuem e continuam contribuindo para que a gente faça um setor marítimo, portuário e rodoviário cada vez mais forte", disse. Flávia enfatizou que o Mulheres a Bordo foi concebido para dar visibilidade e criar um ambiente qualificado de debate para as especialistas e executivas que comandam, regulam e formulam políticas públicas para a logística nacional. "O Mulheres a Bordo nasce no acolhimento de entender que tínhamos que trazer esse debate da infraestrutura para um lugar qualificado, dando espaço para as mulheres que fazem a infraestrutura brasileira, que discutem regulação, desenvolvimento e comércio exterior, para que possamos participar cada vez mais dessas mesas de decisão", declarou. Promovido pelo Grupo Tribuna, o 2º Encontro Mulheres a Bordo reúne lideranças, executivas e autoridades para debater inovação em logística inteligente, transição energética, segurança jurídica em contratos de concessão, os desafios do comércio exterior e o impacto da reputação e credibilidade no posicionamento de mercado