O diretor ressaltou que as pautas de sustentabilidade e equidade de gênero na ANTT deixaram de ser apenas discursos (Samuel Andrade/Especial para A Tribuna) "Temos que olhar para o lado da gestão, de quem está fazendo essas coisas acontecerem. É de nossa responsabilidade também que as mulheres estejam formulando as políticas, formulando a regulação", afirmou o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Marcelo Fonseca, na abertura do 2º Encontro Mulheres a Bordo, na tarde desta quinta-feira (15), em Brasília. Anfitrião do encontro, que é realizado no auditório da agência, Fonseca acredita que a presença feminina em cargos de liderança fortalece a formulação de políticas públicas mais holísticas e profundas para a infraestrutura do País. Durante o discurso, o diretor ressaltou que as pautas de sustentabilidade e equidade de gênero na ANTT deixaram de ser apenas discursos e já se materializam em normas e cláusulas contratuais do transporte terrestre. Como exemplo, citou a Resolução 657 e o programa Rodovia Segura para Todos, focado no atendimento e na proteção das mulheres nas rodovias concessionadas, projeto gerido e desenvolvido por comitês femininos. Ao citar sua própria trajetória, o executivo reforçou como a diversidade agrega valor técnico às decisões do setor. "Tive a felicidade de conviver e trabalhar em lugares com um equilíbrio muito grande entre homens e mulheres, o que contribuiu para uma visão mais holística e aprofundada dos problemas de logística que precisamos resolver. Ter quadros de mulheres com tanto talento para ocupar essas posições de liderança nos faz muito mais fortes para desenvolver a infraestrutura com mais cuidado e complexidade", explicou Fonseca, lembrando que, na área de concessões da agência, quatro das seis posições de comando são ocupadas por mulheres. Executivo reforçou como a diversidade agrega valor técnico às decisões do setor (Reprodução) Fonseca também enfatizou a importância de integrar os modais de transporte terrestre (rodovias e ferrovias) com o setor aquaviário e portuário. "Precisamos cada vez mais unir esse universo do aquaviário e do portuário com os transportes terrestres. Não há sobrevivência de um sem o outro, a infraestrutura é algo integrado", destacou o diretor, ao lembrar que, no setor de concessões de infraestrutura da agência, quatro das seis posições de liderança são ocupadas por mulheres. O 2º Encontro Mulheres a Bordo é organizado pelo Grupo Tribuna e reúne lideranças, especialistas e executivas do setor na Capital Federal para debater inovação, logística inteligente, regulação, sustentabilidade e comércio exterior.