Entre segunda (17) e quinta-feira (20), a comitiva, com 20 lideranças femininas do setor portuário, participará de uma agenda produtiva e enriquecedora com visitas ao Canal do Panamá (Adobe Stock) Hub logístico estratégico para o comércio marítimo internacional, o Panamá, conhecido por seu canal que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, foi o destino escolhido para a primeira missão internacional do Projeto Mulheres a Bordo 2026, promovida pelo Grupo Tribuna. Entre segunda (17) e quinta-feira (20), a comitiva, com 20 lideranças femininas do setor portuário, participará de uma agenda produtiva e enriquecedora com visitas ao Canal do Panamá, terminais portuários e empresas logísticas, além de Casco Viejo, o bairro histórico da Cidade do Panamá, capital do país. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A presidente do Comitê Mulheres a Bordo, Flávia Takafashi, afirma que a missão internacional ao Panamá será uma oportunidade de troca de experiências e de networking entre executivas de diferentes segmentos da cadeia logística. “Não tem como atuar no setor marítimo-portuário sem saber a importância do Canal do Panamá. E ter a oportunidade de conhecer de perto toda a operação, gestão e funcionamento do canal é uma experiência ímpar”, declara a ex-diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Flávia comenta o quão positiva serão as visitas técnicas. “Teremos uma agenda técnica robusta conhecendo terminais locais e conversando com executivos que olham para as suas operações a partir de uma escala global, e isso sem dúvidas enriquecerá a vivência e o conhecimento das executivas que farão parte dessa missão”, afirma. Takafashi observa que a diversidade de perfis profissionais das participantes também será um diferencial da experiência. “O grupo de executivas dessa missão é muito plural. Temos advogadas, representantes de portos públicos, de terminais de celulose, de empresas de dragagem, de terminais de contêineres e de outros segmentos da logística de transportes”. A executiva complementa que o contato com uma referência internacional como o Canal do Panamá permitirá que cada participante amplie sua visão sobre diferentes aspectos da atividade. “Cada uma delas terá a oportunidade de ter referências únicas que enriquecerão muito suas visões de logística, eficiência, conectividade, transporte e comércio global”, reitera. Flávia avalia que “o retorno que uma missão como essa proporciona é maior do que ela em si. Ter como local de estudo e aprendizado uma das passagens marítimas mais estratégicas e vitais para o comércio global, certamente nos ajudará a compreender melhor o contexto geopolítico atual”. Já a executiva de Soluções de Negócio do Grupo Tribuna, Elen Guimarães, afirma que “a missão internacional é uma parte importantíssima de todo esse projeto, que tem como propósito conectar, desenvolver e fortalecer a participação das mulheres nos setores portuário, marítimo, de logística e de comércio exterior”. Elen salienta que a experiência amplia horizontes e cria oportunidades para que as executivas conheçam mais de perto outros mercados, portos, novas tecnologias e diferentes modelos de atuação no setor, além de fortalecer a conexão com lideranças globais. “São possibilidades que, até pouco tempo atrás, eram majoritariamente oferecidas aos homens”. O diretor de Negócios do Grupo Tribuna, Demetrio Amono, afirmou que o Panamá foi escolhido por sua relevância como maior porto da América Latina, por ser destaque em lideranças femininas e pela facilidade logística. “Por se tratar da primeira missão internacional do Mulheres a Bordo, optamos por uma viagem mais curta, porém muito rica de conteúdo e experiências”. Canal do Panamá Segundo informações da Autoridade do Canal do Panamá (ACP), em 2025, o Canal do Panamá registrou 13,4 mil trânsitos conectando 1.920 portos em 170 países por meio de 180 rotas marítimas. (Reprodução) Projeto destaca liderança feminina Criado pelo Grupo Tribuna em 2025, com foco na valorização e no incentivo à presença feminina no comércio exterior brasileiro, o Projeto Mulheres a Bordo está mais robusto em 2026 com a realização de dois fóruns de debate, Missão Internacional ao Panamá, duplicação do conteúdo editorial, com reportagens quinzenais no jornal A Tribuna, além de uma editoria própria no portal de A Tribuna. O ponto de partida do projeto foi a pesquisa apresentada no primeiro encontro por Flávia Takafashi, à época diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em abril do ano passado, no auditório do Grupo Tribuna. O levantamento, realizado pela Antaq em parceria com a Wista Brasil, apontou que, no cenário global, a participação feminina atingiu 18%, um aumento de 0,5% entre 2023 e 2024. Já no Brasil, o índice permanecia estagnado em 18%. A Wista Brasil é parte integrante da Women’s International Shipping & Trading Association (Wista International) que, em tradução livre, é Associação Internacional de Mulheres no Transporte Marítimo e Comércio. (Reprodução) Acesse as entrevistas no portal. Mais nove profissionais serão entrevistas até dezembro. Na intermodal O projeto Mulheres a Bordo deste ano foi lançado oficialmente na Intermodal, a maior feira de logística da América Latina, em 15 de abril, em São Paulo. A iniciativa foi anunciada durante a Intermodal Women Netwotk, reunindo aproximadamente 100 mulheres de empresas de segmentos diversos do comércio exterior. Em 5 de maio, o Grupo Tribuna promoveu o 1º Encontro Mulheres a Bordo, no auditório da empresa, reunindo profissionais do setor que debateram sobre as políticas de diversidade e inclusão nas empresas portuárias. Na ocasião, Flávia Takafashi também oficializou sua colaboração ao projeto com o Grupo Tribuna, sendo nomeada presidente do Comitê Mulheres a Bordo. Depois da Missão Internacional ao Panamá, que será realizada entre segunda (17) e quinta-feira (20), está programado mais um encontro, em 1º de outubro, ainda sem local definido.