<p data-path-to-node="1">O olhar para o social por parte do setor portuário está diariamente no radar tanto da gestão pública quanto da iniciativa privada. A preocupação com o assunto foi tratada no painel “O que fazer para alavancar a infraestrutura? Como conectar sustentabilidade e desenvolvimento?”, dentro do 2º Encontro Mulheres a Bordo, realizado na última semana, no auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. A mediação foi da vice-presidente do Instituto Iberoamericano de Direito Marítimo, Erika Chaves.</p> <p data-path-to-node="2"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9pacEEQIajbRkGGm1Y">Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p data-path-to-node="2">A diretora do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil, Patrícia Gravina, lembrou da necessidade de comunicação com as comunidades indígenas quando o assunto envolve os projetos das concessões de hidrovias, seguindo os preceitos da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O documento determina que os governos consultem os povos interessados - por meio de seus representantes - sempre que forem previstas medidas legislativas ou administrativas que possam afetá-los diretamente.</p> <p data-path-to-node="3">“Trata-se, do ponto de vista ambiental, de se ter um meio de transporte em que você consegue um ganho de escala e se polui menos o meio ambiente. Mas, ao mesmo tempo, o principal desafio desse eixo para a gente nesta quarta-feira (21) é justamente uma questão social, que é você ouvir as comunidades que se sentem atingidas, que são as indígenas e tribais”, afirma.</p> <p data-path-to-node="4">Patrícia julga que esse é um ponto principal que exige atenção e discussão com “os ouvidos abertos de todos os lados”. “Ela (a consulta) tem como essência justamente o diálogo, a comunicação. E veja que curioso: a nossa dificuldade nesse momento está sendo justamente começar um diálogo para poder caminhar para uma mesa em que possamos ter uma escuta mais aberta e ativa”, comenta. “Queremos transformar os rios, de fato, em hidrovias. É um benefício para toda a sociedade, incluindo essas comunidades, e não apenas para o agronegócio, que já é importante”, emenda.</p> <p data-path-to-node="5"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="5">Parceria</b></p> <p data-path-to-node="6">A gerente-executiva de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Santos Brasil, Béatrice de Toledo Dupuy, deixou claro que as empresas têm o dever de ser parceiras da comunidade do entorno.</p> <p data-path-to-node="7">“Temos mais de 55 projetos sociais, focados primeiramente na educação e em contraturno, para que as mães possam trabalhar e sustentar a família, tendo onde deixar as crianças. A Santos Brasil tem vários desses, onde a criança, após o turno escolar, recebe atividades de reforço e esportivas. O esporte salva a mente, o corpo e dá uma visão de futuro”, detalha.</p> <p data-path-to-node="8">Beatrice também destacou o programa envolvendo a formação e qualificação profissional, o Formare, desenvolvido pela Santos Brasil em parceria com a Fundação Iochpe. A iniciativa é oferecida gratuitamente a jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os números, segundo ela, são impressionantes: mais de 400 jovens formados desde 2009 e 40% trabalham atualmente dentro da empresa.</p> <p data-path-to-node="9">“Oitenta e nove por cento desses jovens, depois de passar 11 meses com a gente dentro da Santos Brasil, têm um emprego formal, quer seja na nossa empresa ou em alguma outra. E 90% desses jovens continuam os estudos, fazendo faculdade. Tenho um menino, por exemplo, que está indo fazer Medicina. Olha o futuro dele e que ele vai dar à família”, comenta.</p> <p data-path-to-node="10"><b data-index-in-node="0" data-path-to-node="10">Em prol de todos</b></p> <p data-path-to-node="11">A coordenadora de Sistema de Gestão Integrado na Eldorado Brasil Celulose, Fernanda Machado, também valoriza a união entre os setores privado e público, além da escuta atenta às necessidades da sociedade.</p> <p data-path-to-node="12">“É possível que tudo caminhe junto e de forma muito coerente e eficiente, trazendo os benefícios para toda a sociedade, que somos nós”, afirma. “A verdadeira relação com a cidade é crescer junto porque vai dar certo para todos, no mundo melhor, mais justo e sustentável que a gente quer”, emenda.</p>