Rebecca Ferreira mediou debate com Adriana Pessotti, da VPorts, a advogada Samara Gualberto e a diretora da Abeph, Gilmara Temóteo (Samuel Andrade, especial para A Tribuna) Autonomia das autoridades portuárias com responsabilidade e maior aproximação com quem formula a política pública, ouvindo as realidades regionais e as dificuldades de cada porto e região. É a combinação recomendada pela diretora-executiva da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), Gilmara Temóteo, para diminuir a distância entre o que é pensado pelo Governo Federal e o que de fato pode ser executado na outra ponta pelas gestoras dos portos. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Ela esteve entre as integrantes do painel Infraestrutura & Comércio Exterior - Riscos e Oportunidades, dentro do 2º Encontro do Mulheres a Bordo, realizado na última semana, no auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. A mediação foi da diretora de Programa da Secretaria Nacional de Portos, Rebecca Ferreira. A diretora-executiva da Abeph frisa que autonomia das autoridades portuárias não significa falta de controle, até porque “o setor é extremamente regulado”. Gilmara defende que haja metas claras e previsíveis com governança, porém com flexibilidade para que tudo possa ser desenvolvido com mais rapidez. “Não é possível que os portos, que têm as suas vocações próprias, tenham investidores batendo na porta e a gente tenha que trazer projetos para entrar em uma fila. Muitas vezes não se tem sequer clareza de quando serão analisados e qual é prioridade. E aí acabamos perdendo investimentos na conta. O investidor não espera. A carga, uma vez perdida, não volta para o porto”, afirma Gilmara. Buscar o melhor Trabalhar com a própria realidade e buscar o melhor em cada item, independentemente do modelo escolhido, é a ideia da diretora jurídica e regulatória na VPorts Autoridade Portuária, Adriana Pessotti. A VPorts é o único órgão privado do tipo, responsável há quatro anos pela administração do complexo no Espírito Santo que abrange Vitória, Vila Velha (Capuaba) e Barra do Riacho (Aracruz). “Eu nunca vou ser o Porto de Santos, mas eu posso ser a VPorts mais eficiente possível para o meu usuário. Um contrato de infraestrutura não vai conter tudo o que pode acontecer em 35 anos de concessão. Até por isso ele tem programação de revisão dos parâmetros de concessão”, comenta. Adriana conta que, por exemplo, estão sendo estudados tipos de geração de energia na própria companhia envolvendo sistemas eólicos e solares para que haja mais eficiência no abastecimento de rebocadores. “O mínimo que a gente tem que fazer é cumprir o contrato. E o que a gente consegue prover de melhoria nesse contrato? Isso também é extremamente relevante e vem sendo discutido para que possamos ter um porto cada vez mais eficiente, dinâmico e que cresça não só em movimentação, mas também em descarbonização”, afirma. Proatividade A advogada Samara Gualberto, que lidera e representa a filial do escritório Ruy de Mello Miller (RMM Advocacia) no Arco Norte, valoriza a proatividade das empresas portuárias em todos os aspectos de competitividade. “As empresas estão além e buscam melhorias por si. Uma empresa que trabalha com seriedade, e eu tenho a sorte de trabalhar com várias delas, não busca apenas cumprir checklist e requisitos. Ela atua de maneira proativa, indo atrás e buscando”, afirma.