Participantes acompanharam passagem de navio pelo Canal do Panamá e conheceram funcionamento da estrutura que permite travessia entre os oceanos Atlântico e Pacífico (Adobe Stock) Para a advogada Flávia Takafashi, presidente do Comitê Mulheres a Bordo, a primeira experiência internacional superou as expectativas e mostrou que a iniciativa pode produzir resultados que vão além dos quatro dias de programação. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “Eu tinha certeza de que a missão seria maior do que ela em si, e agora isso se concretizou. Conseguimos ter dias de uma agenda técnica muito intensa, de conversas com grandes líderes aqui da região do Panamá. Conhecemos de perto o Canal do Panamá e toda a dimensão que ele representa no transporte logístico mundial”, destacou Flávia, que foi diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Conexões que permanecem Para a diretora vice-presidente do Grupo Tribuna, Renata Santini Cypriano, a primeira edição internacional cumpriu a proposta de combinar conhecimento e aproximação entre profissionais do setor. O interesse das próprias participantes em discutir possíveis novos destinos, segundo ela, é também um indicativo da receptividade da iniciativa. “Se elas estão sugerindo outros lugares, significa que elas gostaram da nossa missão”, afirmou. As conexões estabelecidas durante os quatro dias também foram destacadas pelas participantes. Para Paula Bertelli Chaves, gerente de Comunicação, Marketing e Responsabilidade Social da Brasil Terminal Portuário (BTP), os vínculos criados durante a viagem estão entre os resultados que permanecem mesmo depois do encerramento da programação. “Cria-se uma conexão muito forte e uma sororidade muito bonita. É um aprendizado que continua mesmo depois da viagem”, afirmou. Na avaliação de Béatrice de Toledo Dupuy, gerente executiva de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Santos Brasil, a experiência deixou também uma reflexão sobre o papel das profissionais que já alcançaram posições de liderança na abertura de espaço para outras mulheres. “Volto com novos aprendizados, conexões e, sobretudo, com a certeza de que não basta chegar a espaços de liderança: é preciso abrir caminhos para que outras mulheres também possam chegar”. A primeira edição internacional do Mulheres a Bordo terminou, assim, com um resultado que ultrapassa as visitas técnicas realizadas no Panamá. Ao reunir profissionais com diferentes trajetórias em torno de operações estratégicas para o comércio mundial, a missão abriu espaço para conhecimento, intercâmbio profissional e a construção de uma rede que pretende contribuir para que mais mulheres ocupem posições de liderança e decisão nos setores marítimo, portuário e logístico.