Entre a rotina de trabalho, os compromissos de mãe e a academia, Kelly Cristina Alves Francisco, de 49 anos, encontrou espaço para uma paixão que começou há apenas quatro anos e se transformou em parte importante da vida. Neste domingo (27), ela participa mais uma vez da Meia Maratona Tribuna Praia Grande carregando um objetivo particular: superar a si mesma. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Kelly trabalha no setor de rouparia de um hospital e começou a correr em 2022, incentivada por uma amiga do trabalho que, posteriormente, tornou-se sua chefe. “Ela me levou para a corrida e, de lá para cá, nunca mais parei. Vamos sempre superando”, contou. A distância preferida de Kelly são os 5 km, mas os desafios aumentaram gradativamente. Primeiro vieram os 7 km, depois os 8 km e, recentemente, uma conquista que ela comemora com orgulho: conseguiu completar 10 km correndo. A evolução ajuda a explicar a relação que criou com o esporte. Para Kelly, cada prova é menos uma disputa contra os outros participantes e mais uma competição com ela mesma. “A expectativa é sempre a melhor, é sempre me desafiar. Quando você entra no mundo da corrida, não quer mais sair.” Conciliar o esporte com as demais responsabilidades, segundo ela, exige disposição. “Eu sou uma guerreira, porque sou mãe, sou CLT e ainda tenho sangue no olho para levantar e correr.” Kelly não segue uma preparação específica para as provas. Frequenta a academia, corre na esteira e também aproveita a ciclovia para praticar na rua. Mais do que buscar desempenho, encontrou na atividade uma maneira de cuidar de si mesma. “Para mim virou um hobby, uma terapia. É uma coisa que eu gosto.” E nem mesmo as brincadeiras de quem questiona o fato de pagar para participar de uma corrida diminuem o entusiasmo. Kelly encontrou uma resposta simples para isso: cada pessoa escolhe aquilo que lhe proporciona prazer. Agora, em mais uma largada, ela volta a colocar à prova a determinação que a levou dos primeiros 5 km a distâncias que antes pareciam mais difíceis. A adversária, como faz questão de destacar, continua sendo a mesma: ela própria.